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🦢 “Nem câmera, nem alarme: presídio aposta em gansos e sistema ‘GRRR’ de vigilância”

Segundo a administração, os animais se mostraram mais eficientes do que os cães utilizados anteriormente, alÊm de apresentarem menor custo de manutenção
Foto: Jaqueline Noceti/SAP

Pode parecer inusitado, mas um grupo de gansos faz parte da rotina de segurança de um complexo penitenciårio em Santa Catarina hå 17 anos. Desde 2009, os animais ajudam no monitoramento 24 horas do Complexo Penitenciårio de São Pedro de Alcântara e se tornaram aliados no controle da unidade.

O bando vive em uma ĂĄrea estratĂŠgica, entre o alambrado e a muralha do presĂ­dio, onde atua como uma espĂŠcie de “alarme natural”. Com comportamento atento e territorialista, os gansos reagem a qualquer movimentação suspeita, contribuindo para evitar fugas.

Segundo a administração, os animais se mostraram mais eficientes do que os cães utilizados anteriormente, alÊm de apresentarem menor custo de manutenção. Eles contam com estrutura adequada dentro da unidade, como um açude e alimentação específica.

A ideia partiu de um servidor que jå criava gansos e percebeu o potencial dos animais para reforçar a segurança. A iniciativa deu certo e acabou sendo adotada tambÊm em outros estados, como Rio Grande do Sul e Piauí.

Atualmente, o complexo abriga 1.454 detentos e conta com 230 policiais penais, e com a vigilância nada convencional dos gansos, que seguem atentos a qualquer sinal de movimentação fora do comum.

Gabi Lira | Catve.com