Na tarde desta quarta-feira, 8 de janeiro de 2025, a Polícia Militar de Mamborê foi acionada por uma mulher de 45 anos, relatando que havia sido agredida por sua filha, de 15 anos. A vítima informou estar trancada no banheiro para se proteger de novas agressões.
Ao chegar ao local, os policiais encontraram a mulher extremamente nervosa e chorando. Ela relatou que pediu à filha para configurar o roteador de Wi-Fi e, sem motivo aparente, a jovem tentou enforcá-la, forçando-a a buscar refúgio no banheiro. Enquanto isso, a adolescente trancou-se em um quarto e se recusou a sair.
Com a autorização da mãe, a equipe policial entrou na residência e tentou dialogar com a jovem para que se acalmasse e abrisse a porta. Durante a conversa, a adolescente admitiu ter agido impulsivamente e agredido a mãe com um tapa no rosto. No entanto, ela desobedeceu às ordens para abrir a porta, mesmo após diversas tentativas de mediação pela equipe policial e pela Secretaria de Saúde do município, que também foi acionada.
Diante do risco iminente de a jovem atentar contra a própria vida, já que a mãe informou que havia uma lâmina cortante no quarto, foi autorizada a entrada forçada. A porta foi arrombada, e a adolescente continuou resistindo à abordagem. Inicialmente, ela apresentou resistência passiva, mas passou a agir de forma agressiva, chutando as equipes policial e médica.
Foi necessário o uso de técnicas de imobilização, conforme o Manual de Defesa Pessoal da Polícia Militar. Durante o procedimento, a jovem tentou arranhar os agentes e chegou a morder o joelho de um policial, causando ferimentos. Após a contenção, ela foi colocada em uma maca e encaminhada ao hospital municipal, acompanhada pela mãe, para medicação e atendimento médico. Durante o trajeto, a adolescente continuou agressiva, proferindo xingamentos, cuspindo e tentando agredir a equipe de enfermagem.
A mãe foi orientada sobre os procedimentos judiciais e o direito de representação.
Por se tratar de uma adolescente, o caso será acompanhado pelo Conselho Tutelar e outros órgãos de proteção à criança e ao adolescente. As medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA – Lei nº 8.069/1990) serão avaliadas.
A ocorrência ilustra a complexidade das relações familiares e ressalta a importância da atuação conjunta dos órgãos de segurança pública, saúde e assistência social na resolução de casos de violência doméstica envolvendo adolescentes.