Um adolescente portador de TDAH foi agredido dentro de um colégio estadual em Araruna por um ex-professor, em um episódio registrado pelas câmeras de segurança da própria instituição. A agressão ocorreu em 30 de outubro de 2024, quando o estudante ajudava um colega em uma atividade.
De acordo com as imagens, o docente abordou o aluno de forma agressiva, segurando-o pelo pescoço e empurrando-o contra a carteira, chegando a bater sua cabeça no móvel. O adolescente ficou em pânico diante da violência e sofreu trauma psicológico.
A família, que buscou inicialmente explicações na escola e no Conselho Tutelar, relata ter sido ignorada. A falta de apoio motivou a mãe a procurar orientação jurídica e registrar Boletim de Ocorrência no início deste ano.
O Ministério Público denunciou o ex-professor em 27 de julho de 2025, pelos crimes de maus-tratos e constrangimento a menor (art. 136 do Código Penal e art. 232 do Estatuto da Criança e do Adolescente). A denúncia foi recebida pela Justiça em 6 de agosto de 2025, e o caso tramita em segredo de justiça na Vara Criminal de Peabiru.
Especialistas alertam que o caso evidencia falhas na proteção de alunos em ambientes escolares, sobretudo de estudantes com necessidades especiais. A advogada da família reforça que “a escola, que deveria ser um espaço seguro, acabou se tornando um local de violência e omissão”.
O episódio levanta um alerta sobre a necessidade de políticas de prevenção e responsabilização dentro das instituições de ensino, garantindo que casos de violência não sejam abafados e que estudantes vulneráveis sejam protegidos.