Uma criança de 9 anos foi baleada acidentalmente pela própria avó durante uma discussão entre a mulher e o companheiro, na madrugada de sábado (14), em Sarandi, na região de Maringá. A vítima, de 9 anos, dormia na casa da avó no momento do disparo.
Segundo a Polícia Civil, a menina foi atingida no ombro. O casal levou a criança até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde ela recebeu os primeiros atendimentos.
Devido à gravidade do ferimento, a vítima foi transferida para o Hospital Universitário de Maringá. Na tarde de sábado, a criança permanecia internada em estado estável.
De acordo com a investigação, a mulher, de 44 anos, e o companheiro, de 34, haviam discutido inicialmente. Após a briga, o homem saiu da residência e foi até um bar, o que teria irritado a companheira.
Quando ele retornou para casa, os dois voltaram a discutir e a briga evoluiu para agressões físicas.
Durante o confronto, a mulher pegou uma arma que estava guardada no guarda-roupa do quarto e tentou atirar contra o companheiro. No entanto, o disparo acabou atingindo a neta, que estava deitada na cama da avó.

A Polícia Civil encontrou um coldre dentro de uma gaveta do guarda-roupa do quarto. Até a última atualização do caso, a arma utilizada no disparo ainda não havia sido localizada.
Durante as diligências, os policiais também analisaram o celular do filho da suspeita e encontraram mensagens enviadas logo após o crime, nas quais ele relatava que a mãe havia disparado a arma e atingido a criança durante a briga.
Além disso, os investigadores constataram lesões no companheiro da mulher, como mordidas e arranhões, o que indica que houve agressão física antes do disparo.
A mulher foi presa em flagrante por tentativa de homicídio qualificada por motivo fútil e por erro na execução, já que o tiro atingiu outra pessoa que não era o alvo.
A Polícia Civil informou que solicitou perícias técnicas no local, exames de corpo de delito, exames residuográficos e também a realização de escuta especializada da criança.
O caso foi comunicado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. A suspeita permanece presa à disposição da Justiça.