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Após solicitação da defesa do réu, o júri do caso de homicídio em Tuneiras do Oeste foi suspenso

Foto: Danilo Martins/OBemdito

Após pedido da defesa do réu, um júri relacionado a um homicídio ocorrido em Tuneiras do Oeste marcado para esta segunda-feira (30) foi suspenso. A sessão do Tribunal do Júri aconteceria no Fórum da Comarca de Cruzeiro do Oeste.

A Justiça acatou, de forma liminar, o pedido de desaforamento, ou seja, de mudança de foro. Por isso, o julgamento terá uma nova data e novo local – que ainda não foram divulgados.

O crime de homicídio ocorreu em novembro de 2011 na Avenida Rio de Janeiro, no centro da cidade de Tuneiras do Oeste. O engenheiro agrônomo Fábio Fiori é acusado de matar a tiros o leiteiro Jonatham Tomé Pereira, na época com 23 anos. A investigação apontou que a arma utilizada foi uma espingarda de calibre 38.

Conforme divulgado na ocasião, o suspeito fugiu logo após o crime, mas foi detido pouco tempo depois em Maringá. A motivação do homicídio seria ciúme.

O réu permaneceu preso por um período, entretanto, depois conseguiu responder ao processo em liberdade, com algumas cautelares.

Primeiro júri do homicídio

Em 20 de maio de 2022 aconteceu o primeiro júri relacionado ao homicídio. O corpo de jurados decidiu pela condenação do réu. Contudo, a equipe do advogado Adriano Bretas, que atuou na defesa de Fiori, alegou nulidades no julgamento e pediu sua anulação. O Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) entendeu pela procedência do pedido e agendou um novo júri para esta segunda-feira (30).

Porém, a defesa fez um pedido de desaforamento (mudança do foro/comarca). A alegação é de que há grande comoção popular do caso, o que poderia gerar algum tipo de tumulto na sessão do Tribunal do Júri.

O TJPR expediu uma liminar na última sexta-feira (27) suspendendo o julgamento. De acordo com Bretas, o entendimento é de que “a comarca estava muito contaminada. Foi feita uma campanha de mobilização popular, que culminou em passeatas, carreatas, apedrejamento, manifestações, vários jurados se dando por suspeitos. O clima não tinha a isenção e a imparcialidade necessárias para que houvesse um julgamento minimamente justo”, explicou.

O advogado acrescentou que, “por conta disso, nós ajuizamos um pedido para que o caso saísse de Cruzeiro e fosse para outra comarca isenta. E o Tribunal de Justiça entendeu que nosso pedido tinha plausibilidade e suspendeu o julgamento. Para que comarca vai ser encaminhado ou qual vai ser o desdobramento disso, ainda não sabemos, mas o julgamento está suspenso”, informou Bretas sobre o júri do homicídio.

Fonte: OBemdito