Um caso de tortura com tatuagem à força levou à prisão preventiva de um homem de 32 anos em Itapetininga, no interior de São Paulo. A vítima, de 28 anos, procurou a delegacia com ajuda do irmão enquanto o suspeito dormia.
Segundo as investigações, o casal manteve relacionamento por 11 anos, terminou em outubro de 2025 e reatou em janeiro deste ano. Após a reconciliação, os abusos teriam começado.
O homem foi preso na casa onde morava. No local, policiais encontraram estimulantes sexuais de origem animal e marcas de sangue na cama. Peritos indicaram que a mulher era amarrada e agredida no imóvel.
De acordo com o delegado Franco Augusto Costa Ferreira, em entrevista ao portal Metrópoles, a vítima relatou que acordou de um cochilo com socos. Ela disse ter sido agredida no rosto, cabeça e nariz, além de receber cotoveladas no corpo.
A investigação aponta que, além de tatuar a mulher à força, o suspeito a mutilava com lâmina de barbear. Em mais de uma ocasião, ele teria introduzido um gancho de metal na região íntima da vítima e fotografado os abusos.
Em depoimento, a mulher também relatou ameaças de morte frequentes e afirmou que o companheiro dizia que ela “devia a alma para ele”.
O suspeito permanece preso preventivamente e segue à disposição da Justiça enquanto o caso é investigado.