A morte da jovem Gabriele Luisa Muniz Freitas, de 22 anos, na madrugada desta sexta-feira (24), na BR-277, em Curitiba, provocou forte comoção entre familiares, que agora cobram justiça. A motociclista foi atingida por uma caminhonete enquanto retornava do trabalho, na região do Jardim Botânico.
Segundo o pai da vítima, Cláudio Freitas, a filha seguia corretamente pela rodovia, no sentido São José dos Pinhais, após encerrar o segundo dia em um novo emprego, quando foi surpreendida pela caminhonete.
Ela estava vindo certinho na mão dela. Segundo testemunhas, essa caminhonete atravessou a mureta, invadiu a contramão e bateu na moto da minha filha. Depois disso, o motorista fugiu, relatou, emocionado.
Ainda conforme a família, latas de cerveja teriam sido encontradas dentro do veículo envolvido, embora não haja confirmação oficial sobre consumo de álcool por parte do condutor.
Para parentes, o caso vai além de um acidente de trânsito. A prima da jovem, Bruna Beto, classificou o episódio como um ato criminoso.
“Eu estava dormindo quando recebi a ligação dizendo que tinha acontecido isso. Acidente não foi. Mataram a minha prima”, afirmou.
De acordo com relatos, após a colisão, o motorista da caminhonete não prestou socorro e deixou o local com apoio de outro veículo, um Fiat Stilo, que também estaria envolvido em um suposto racha.
“O motorista ainda teve ajuda para fugir. Deixaram tudo para trás e simplesmente abandonaram minha prima na rodovia”, disse Bruna.
Gabriele chegou a ser socorrida, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. A morte precoce interrompeu planos que, segundo familiares, incluíam trabalhar em cruzeiros, objetivo para o qual ela já se preparava.
“Ela era uma menina cheia de sonhos, dedicada, apaixonada pela vida”, disse outra familiar.
O caso segue sob investigação da Delegacia de Delitos de Trânsito da Polícia Civil do Paraná, que apura as circunstâncias da colisão e busca identificar os responsáveis.