O vereador João Luiz Pinheiro Francisco (PSDB), de 45 anos, morreu na madrugada desta sexta-feira (5) após passar 40 dias internado em estado gravíssimo em decorrência de um ataque no qual teve o corpo incendiado em Guaraqueçaba, no litoral do Paraná.
A morte foi confirmada pelo Hospital Universitário da Universidade Estadual de Londrina (HU-UEL), onde ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Centro de Tratamento de Queimados. Segundo a unidade hospitalar, o óbito foi registrado às 1h40.
João Luiz estava hospitalizado desde 26 de abril, data em que foi atacado por um homem que jogou gasolina sobre seu corpo e ateou fogo. Durante o tratamento, ele passou por transferências e recebeu atendimento especializado para tratar as queimaduras.
De acordo com informações divulgadas anteriormente pelo hospital, aproximadamente 40% da superfície corporal do vereador foi atingida pelas chamas.
Ataque foi registrado por câmeras
O crime aconteceu na tarde de 26 de abril, na comunidade da Ilha das Peças, em Guaraqueçaba.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o agressor se aproxima do vereador, despeja gasolina sobre ele e ateia fogo. Nas gravações, João Luiz aparece correndo enquanto é consumido pelas chamas.
Em seguida, ele tenta apagar o fogo rolando na areia, enquanto moradores que presenciaram a cena correm para ajudá-lo.
Polícia apontou conflito como motivação
O suspeito do ataque, um homem de 49 anos, foi preso em flagrante poucas horas após o crime e permanece detido.
Durante as investigações, a Polícia Civil descartou a versão apresentada inicialmente pelo homem, que alegava ter agido em razão de um suposto episódio envolvendo sua filha.
Segundo a apuração policial, a motivação do crime estaria relacionada a um conflito envolvendo uma embarcação utilizada pelo suspeito para trabalhar na região. O barco permanecia de forma irregular na faixa de areia da comunidade, situação que gerava reclamações de moradores.
A investigação aponta que João Luiz atuava como intermediador das discussões sobre o caso na condição de vereador, o que teria provocado a insatisfação do agressor.
Testemunhas relataram que o suspeito já demonstrava incômodo com a situação e permaneceu observando a movimentação no local antes de cometer o ataque.
Caso pode ter mudança na tipificação
Antes da morte do vereador, o investigado havia sido indiciado por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
Com a confirmação do óbito, a tipificação do crime deverá ser reavaliada pelas autoridades responsáveis pela investigação.