A Polícia Civil voltou a se manifestar nesta quarta-feira (17) sobre a investigação da chacina que deixou quatro mortos em uma área rural de Icaraíma (PR).
Horas após divulgar uma nota descartando indícios de tortura, o delegado Thiago Andrade Inácio apresentou esclarecimentos sobre um dos pontos que mais geraram questionamentos nos últimos dias, que é a presença de uma corda junto a um dos corpos encontrados na cova clandestina.
Segundo o delegado, os elementos reunidos durante a investigação apontam, em tese, que o material pode ter sido utilizado para auxiliar no deslocamento de uma das vítimas já sem vida até o local onde ocorreu o sepultamento clandestino.

A avaliação leva em consideração as condições do terreno onde os corpos foram encontrados. Conforme a Polícia Civil, a área é de difícil acesso, coberta por vegetação densa e sem condições para a chegada de veículos até o ponto exato da cova.
Diante desse cenário, a principal hipótese considerada pelos investigadores é que a corda tenha servido para facilitar o arrastamento do cadáver durante o transporte até o local da ocultação.
O delegado ressaltou que, até o momento, não existe qualquer elemento pericial que permita associar o objeto à restrição da liberdade das vítimas ou a eventuais práticas de tortura antes das mortes.

Os quatro homens foram mortos após emboscada em área rural de Icaraíma; caso segue sem prisões dez meses depois (Foto Rede Social)
A manifestação ocorre após a repercussão de informações divulgadas nos últimos dias sobre fotografias e laudos anexados ao processo. Os documentos motivaram questionamentos de familiares e da defesa das vítimas quanto à dinâmica do crime e à possibilidade de violência anterior às execuções.
Mais cedo, a Polícia Civil já havia informado que a investigação não encontrou provas que sustentem a hipótese de tortura. Conforme a corporação, os elementos técnicos disponíveis indicam que as vítimas foram atingidas por disparos em regiões vitais do corpo, o que apontaria para mortes instantâneas.
A polícia também reafirmou que não há evidências de que os quatro homens tenham permanecido em cativeiro antes dos assassinatos.

O crime ocorreu em agosto de 2025 e é tratado como um quádruplo homicídio qualificado. As investigações apontam para uma emboscada seguida da ocultação dos corpos e do veículo utilizado pelas vítimas.
A Polícia Civil informou que o inquérito permanece em andamento e segue sob sigilo. Os principais suspeitos do caso continuam foragidos e são procurados pelas autoridades.