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Polícia Civil bloqueia mais de R$ 810 mil em ativos por investigado e sequestra veículos de luxo em operação contra organização criminosa

Foto: Delegacia De Campina Da Lagoa

Na manhã desta sexta-feira, 17 de julho de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Xeque-Mate – Fase II nos municípios de Campina da Lagoa e Nova Cantu, no Centro-Oeste paranaense. A ofensiva é um desdobramento direto das apurações conduzidas pela Delegacia de Polícia de Campina da Lagoa e tem como foco o crime de lavagem de capitais, cujas infrações penais antecedentes são o tráfico de drogas e a associação para o tráfico.

A primeira etapa da investigação revelou a sofisticada engenharia financeira montada pelo grupo criminoso para ocultar e dissimular os valores obtidos com o narcotráfico. Entre as estratégias identificadas estão o uso de contas bancárias de terceiros — os chamados “laranjas” —, a pulverização de recursos por meio de centenas de transferências eletrônicas e a aquisição de bens em nome de interpostas pessoas. As análises financeiras detectaram movimentações que ultrapassam R$ 1 milhão, montante absolutamente incompatível com a capacidade econômica declarada pelos investigados.

Com base no conjunto probatório reunido, a Justiça deferiu medidas assecuratórias contundentes. Foi determinado o bloqueio judicial de ativos financeiros via sistema SISBAJUD até o limite de R$ 810.500,00 por investigado, além do arresto de veículos e restrições patrimoniais por meio do RENAJUD. A quebra ampliada de sigilo bancário alcançou dezenas de pessoas físicas e jurídicas suspeitas de integrar ou colaborar com o esquema criminoso, aprofundando o rastreamento da cadeia de ocultação patrimonial.

As apurações também reuniram fortes indícios de que veículos de elevado valor foram adquiridos diretamente com recursos da atividade ilícita, enquanto contas bancárias de terceiros seguiam sendo utilizadas para fazer circular e dissimular os valores de origem criminosa, dificultando o trabalho das autoridades.

A Fase II da Operação Xeque-Mate mobilizou equipes da 16ª Subdivisão Policial de Campo Mourão, da Delegacia de Polícia de Ubiratã e da Delegacia de Polícia de Iretama, que cumpriram 12 mandados de busca e apreensão domiciliar nos dois municípios-alvo. A ação simultânea visa coletar novos elementos de prova e aprofundar o sufocamento financeiro da organização.

O nome “Xeque-Mate” simboliza o estágio decisivo da investigação, que busca a asfixia econômica do grupo criminoso. A operação soma-se às medidas cautelares — incluindo prisões — já executadas ao longo de 2025. A atuação coordenada das forças policiais tem como meta neutralizar, de forma simultânea, a capacidade operacional e financeira da organização, preservar provas e promover o seu desmantelamento definitivo.

Fonte: NovoCantu