O Macuco Safari divulgou, nesta quarta-feira (29), uma nota oficial sobre o acidente que provocou a morte do turista holandês Mark Lensink, de 26 anos, durante um passeio de barco nas Cataratas do Iguaçu, em Foz do Iguaçu.
No comunicado, a empresa lamenta a morte do turista e informa que as operações permanecerão suspensas por três dias, com previsão de retomada no sábado (1º de agosto). Segundo a concessionária, o retorno dependerá da conclusão de uma revisão técnica dos protocolos operacionais e de navegação.
A empresa afirmou que, desde o acidente, tem prestado assistência médica, psicológica e logística à acompanhante da vítima, além de oferecer suporte aos familiares.
O Macuco Safari também informou que está colaborando com as investigações conduzidas pela Marinha do Brasil, Polícia Civil e demais órgãos responsáveis pela apuração das circunstâncias do acidente.
Histórico da operação
Na nota, a empresa destaca que atua há mais de 40 anos nas Cataratas do Iguaçu e afirma já ter transportado mais de 15 milhões de visitantes. Atualmente, recebe cerca de 350 mil passageiros por ano e emprega aproximadamente 350 colaboradores diretos.
Segundo o comunicado, ao longo das quatro décadas de operação foram registradas duas fatalidades durante os passeios: uma em 1999, após a colisão entre duas embarcações, e outra neste ano, com o tombamento do barco que resultou na morte do turista holandês.
Frota e segurança
Ainda conforme a empresa, as embarcações seguem as exigências da Marinha do Brasil e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O Macuco Safari afirma manter uma frota superior à necessária para a operação diária, o que permite realizar rodízio das embarcações e manutenção preventiva constante.
A concessionária também informou que os barcos utilizados são equipados com cascos em fibra de vidro reforçada, câmaras independentes de flutuabilidade e convés autoesvaziante, além de contar com pilotos e tripulantes treinados periodicamente.
O acidente segue sendo investigado pela Marinha do Brasil, por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), e pela Polícia Civil do Paraná. Até o momento, as causas do tombamento da embarcação não foram divulgadas oficialmente.