A Justiça converteu em preventiva a prisão do jovem de 22 anos que confessou ter matado Thaissa Gabrielle Marques, de 21 anos, com mais de 30 facadas dentro de uma academia na zona leste de Londrina. O crime aconteceu na última sexta-feira (11), e a decisão foi tomada após audiência de custódia.
A conversão da prisão foi confirmada pelo delegado Magno Miranda, da Polícia Civil. Com a decisão, o suspeito permanece detido enquanto as investigações continuam.
Segundo a polícia, o jovem morava a aproximadamente 200 metros do local do crime. A academia ainda não havia sido inaugurada, mas o suspeito já conhecia o estabelecimento porque anteriormente havia enviado um currículo em busca de emprego.
No dia do assassinato, conforme a investigação, ele teria utilizado o pretexto de conhecer as instalações para conseguir entrar no imóvel.
Polícia apura tentativa de violência sexual
A Polícia Civil investiga se, já dentro da academia, o suspeito tentou cometer violência sexual contra Thaissa. A jovem teria reagido e entrado em luta corporal com o agressor.
Na sequência, segundo a investigação, o homem desferiu mais de 30 golpes de faca contra a vítima.
Após o crime, o suspeito teria caminhado até uma oficina mecânica nas proximidades com um ferimento na mão. Aos trabalhadores, afirmou inicialmente que havia sido vítima de um assalto e pediu ajuda.
A Polícia Militar (PM) foi acionada e, durante o atendimento, percebeu contradições nas versões apresentadas pelo jovem. Conforme a polícia, ele posteriormente confessou ter matado Thaissa.
Os policiais apreenderam a faca apontada como utilizada no crime e uma corda de ginástica que apresentava marcas de sangue. Os objetos foram encaminhados para perícia.
Delegacia da Mulher investiga o caso
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Mulher de Londrina. A Polícia Civil apura, entre outros pontos, a possibilidade de enquadramento do caso como feminicídio e de tentativa de crime contra a dignidade sexual.
Neste momento, o jovem responde por homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e pelo uso de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima.
As circunstâncias e a motivação do assassinato continuam sendo investigadas.