O acidente envolvendo uma motoneta elétrica e um Fiat Mobi, no fim da noite de terça-feira (23), em Cascavel, também chamou a atenção para os cuidados que devem ser adotados por quem utiliza esse tipo de equipamento.
O adolescente de 17 anos que conduzia a motoneta sofreu uma fratura exposta no fêmur. Segundo o 2º Tenente Anderson Vidor, do 1º CPU, o jovem usava capacete no momento da colisão.
“É bom a gente ressaltar o uso do capacete. O condutor, a princípio, tava com o capacete”, destacou o policial.
A colisão aconteceu no cruzamento das ruas Maranhão e Pio XII. Com a força do impacto, a motoneta foi arrastada por quase uma quadra e o adolescente foi projetado após a batida.
Para Vidor, o equipamento de segurança pode ter sido importante diante da violência da colisão.
“Então, provavelmente, o capacete aí, com certeza, inibiu um traumatismo craniano nele”, afirmou.
Equipamento tinha 960 watts
Outro ponto destacado pelo Tenente foi a classificação do veículo utilizado pelo adolescente. Segundo ele, a motoneta tinha potência de 960 watts e, na avaliação feita durante a ocorrência, não se enquadrava como ciclomotor.
“Ela tem potência menor de 1.000 W, tem 960 W, então não se enquadra em um ciclomotor. Então, no caso, não precisa de carteira de habilitação e não precisa possuir placa”, explicou Vidor.
A legislação federal, no entanto, estabelece que a classificação de um equipamento elétrico não depende somente da potência. Para ser considerado equipamento de mobilidade individual autopropelido, também são analisadas características como velocidade máxima de fabricação, largura e distância entre eixos.
Regras para quem utiliza os equipamentos
Em Cascavel, as regras municipais para equipamentos de mobilidade individual autopropelidos já estão em fiscalização desde 8 de setembro de 2026. Entre as exigências está o uso obrigatório de capacete, além de idade mínima de 16 anos para condução em vias públicas.
A regulamentação também determina que esses equipamentos circulem no mesmo sentido do trânsito e, na ausência de ciclovia, ciclofaixa ou ciclorrota, pela borda direita da pista.
No caso do acidente, o Tenente informou que o adolescente seguia pela contramão da Rua Maranhão antes de atravessar a Rua Pio XII.
O episódio reforça a orientação das autoridades para que os usuários conheçam as regras de circulação e utilizem os equipamentos de segurança, mesmo quando o veículo não exige carteira de habilitação.