Márcio Talaska, de 38 anos, foi solto nesta segunda-feira (19), após a Justiça suspender a prisão preventiva no âmbito da investigação sobre as mortes da esposa, Iria Djanira Roman Costa Talaska, de 36 anos, e da filha do casal, Maria Laura Roman Talaska, de três anos. Mãe e filha morreram após o carro em que estavam cair no Rio Paraná, em Porto Rico, no Noroeste do estado, em 2 de maio.
Márcio havia sido preso preventivamente em 8 de maio, em Nova Londrina, sob suspeita de feminicídio pela morte da esposa e homicídio pela morte da filha.
Segundo as informações divulgadas sobre a decisão judicial, a avaliação atual é de que Iria conduzia o veículo no momento do acidente. A suspensão da prisão preventiva, no entanto, não significa o encerramento da investigação nem uma conclusão definitiva sobre a existência ou não de crime.
COMO ACONTECEU O ACIDENTE
O caso foi registrado por volta das 22h30 de 2 de maio, quando o veículo ocupado pela família caiu no Rio Paraná, em Porto Rico. Durante a madrugada, equipes do Corpo de Bombeiros localizaram o automóvel e retiraram mãe e filha já sem vida. O carro foi removido da água no mesmo dia.
Inicialmente, Márcio afirmou que a esposa dirigia e teria perdido o controle do veículo durante o trajeto. Entretanto, a investigação identificou divergências entre a versão apresentada por ele e depoimentos de testemunhas.
De acordo com a delegada Iasmin Gregório, testemunhas relataram que Márcio teria conduzido o carro durante o percurso. A Polícia Civil também analisou pelo menos 23 imagens de câmeras de segurança para reconstituir o trajeto da família.
Na ocasião, a investigação levantou a hipótese de que a queda do veículo pudesse ter sido provocada intencionalmente. Com a nova decisão judicial, a avaliação sobre quem estava ao volante no momento do acidente ganha relevância para o andamento do caso.
LAUDO CONFIRMOU MORTE POR AFOGAMENTO
O laudo necroscópico apontou que Iria e Maria Laura morreram por afogamento. Segundo a delegada, os exames também indicaram que as duas não apresentavam lesões anteriores ao acidente.
A Polícia Civil aguardava outros laudos para concluir o inquérito. As circunstâncias da queda do veículo e a eventual responsabilidade criminal pelo ocorrido continuam sob investigação.
Iria e Maria Laura foram sepultadas em 4 de maio, no Cemitério Municipal de Nova Londrina.
DEFESA QUESTIONOU PRISÃO
Quando Márcio foi preso, a defesa informou que ainda não tinha acesso integral à decisão judicial e aos elementos que fundamentaram a medida. Os advogados afirmaram que pretendiam adotar providências jurídicas para buscar a revogação da prisão preventivA.
Na ocasião, também disseram que Márcio estava emocionalmente abalado pela morte da esposa e da filha e questionaram a legalidade da prisão antes do acesso completo aos autos.