A Justiça converteu em preventiva a prisão do padrasto da menina de 2 anos e 7 meses, investigado por suspeita de maus-tratos em Palotina, no Oeste do Paraná. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada na quarta-feira (21).
O caso veio à tona na manhã de terça-feira (20), quando a criança chegou a um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) com lesões aparentes no rosto, manchas de sangue nas roupas e sinais de intenso abalo emocional. A camiseta da menina estava todo suja com sangue, e ela tinha lesões visíveis no rosto.
Diante da situação, as equipes responsáveis foram acionadas e a menina foi encaminhada para avaliação médica.
Segundo a investigação, no dia em que a criança teria sido agredida, o padrasto colocou uma toalha e uma coberta para lavar. A atitude chamou a atenção da companheira, que relatou ser a responsável habitual pelas tarefas domésticas e considerou o comportamento incomum.
A coberta foi encaminhada para perícia, que deverá verificar a possível presença de vestígios de sangue. O resultado ainda não foi divulgado, informou o delegado Antônio Laecio.
Segundo a Polícia Civil, a Justiça homologou a prisão em flagrante e determinou a prisão preventiva do investigado. A decisão considerou a gravidade dos fatos, a necessidade de garantia da ordem pública e o risco de interferência na produção de provas.
Com a medida, o padrasto permanece preso enquanto a investigação prossegue.
A Delegacia de Polícia de Palotina continua as diligências para esclarecer as circunstâncias das agressões e apurar como os ferimentos foram provocados.