Uma equipe formada por 8 médicos e 21 estudantes do curso de Medicina do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR) realizará, entre os dias 6 e 15 de novembro, a quinta edição do Projeto Humanika (@projetohumanika), no Oeste do Pará.
A expedição prestará atendimento de saúde gratuito aos moradores que vivem em comunidades ribeirinhas do município de Alenquer. A jornada logística começa nesta sexta-feira (6) num trecho rodoviário de ônibus até São Paulo, voo até Santarém e deslocamento de barco pelos rios da Amazônia. Os atendimentos começam no dia 8. Cada participante bancará seus custos de passagens e traslados.
Impacto comunitário e legado
Durante a permanência no Pará, o grupo realizará cerca de 1.200 consultas e 50 procedimentos cirúrgicos de pequeno porte – como vasectomias, retiradas de hérnias, lipomas e drenagens de cistos sebáceos – em postos e centros de saúde locais. A comitiva será composta por dois ginecologistas obstetras, um urologista, um anestesista, um pediatra, um clínico geral e dois cirurgiões (um proctologista e um do aparelho digestivo).
Desde a primeira expedição na região Norte, em 2022, cerca de 150 pessoas da instituição paranaense, entre profissionais e acadêmicos, participaram das ações. Ao todo, a iniciativa soma mais de 3.500 atendimentos, 700 pequenas cirurgias e a distribuição de mais de 13 mil caixas de medicamentos.
Lideranças comunitárias relatam que esse trabalho contínuo renova a esperança na saúde local, traz avanços no controle de enfermidades crônicas, eleva as taxas de vacinação e ajuda a disseminar orientações preventivas de saúde.
Transformação pessoal
“O contato com diferentes realidades nos faz compreender que a profissão vai muito além de diagnósticos e tratamentos: é sobre acolher, ouvir e enxergar o ser humano em sua totalidade. Essas vivências nos ajudam a ser profissionais mais preparados”, avalia Larissa Leoni, aluna do 11º período de Medicina do Centro Universitário Integrado e presidente do Projeto Humanika.
A graduanda destaca que, nessas missões, os acadêmicos aprendem a lidar com adversidades, atuar em equipe, aprimorar o raciocínio clínico e exercitar a empatia. “Isso nos ensina que nem sempre teremos todos os recursos disponíveis, mas mesmo assim podemos oferecer cuidado, respeito e solidariedade. Já participei de outras iniciativas voluntárias e cada jornada traz aprendizados únicos”, complementa.
Propósito humanitário
“Alguns moradores das comunidades que serão atendidas nunca fizeram uma consulta médica, seja por falta de acesso aos profissionais ou pela dificuldade de deslocamento. É uma realidade completamente diferente da nossa, o que torna este trabalho fundamental”, explica Eufanio Saqueti, idealizador da expedição, médico urologista e professor da graduação no Centro Universitário Integrado.
O especialista ressalta, ainda, os ganhos pedagógicos da imersão. “Ao retornarem às salas de aula, os acadêmicos demonstram um amadurecimento notável. A vivência em um contexto sociocultural distinto impulsiona o altruísmo, a responsabilidade social e a habilidade de atuar com recursos limitados sem perder a sensibilidade”.
Campanhas de arrecadação e logística
Para garantir o suporte necessário, o grupo transportará cerca de 670 quilos de materiais cirúrgicos e fármacos (analgésicos, anti-inflamatórios e antibióticos) acondicionados em caixas especiais para preservar a qualidade dos produtos.
Os insumos foram arrecadados por meio de campanhas no comércio de Campo Mourão, apoio financeiro da comunidade e doações de amostras grátis fornecidas por clínicas, hospitais e médicos locais.
A prefeitura de Alenquer vai colaborar com o transporte terrestre, a divulgação junto à população, a alimentação dos voluntários e a disponibilização da infraestrutura de postos e centros de saúde públicos para a equipe realizar os trabalhos.
Origem, suporte e histórico de mutirões
Criado originariamente pela ONG Amazônia Canaã — organização com cerca de 25 anos de atuação no Norte do país —, o Projeto Humanika (@projetohumanika) passou a contar com o engajamento paranaense após o doutor Saqueti integrar uma das missões e convidar os estudantes, que abraçaram a causa.
Ao longo dos anos, os acadêmicos e professores do Centro Universitário Integrado já realizaram mutirões de saúde em diferentes municípios e comunidades nos estados do Pará (Prainha, Boa Vista do Cuçari, Itamucuri, Aveiro, Santa Cruz, Brasília Legal, Fordlândia e Alter do Chão) e do Paraná (Campo Mourão, Barbosa Ferraz, Quinta do Sol e Nova Cantu). Em maio de 2024, os estudantes também ajudaram a socorrer as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul.
A instituição de ensino superior contribui para a formação prática dos alunos, assegurando a participação sem prejuízos à grade curricular e patrocinando parte da aquisição de medicamentos e materiais cirúrgicos utilizados nessas ações.
“Como médicos e futuros médicos, vamos ajudar milhares de pessoas a ter mais qualidade de vida e exercer a essência da profissão, que é cuidar do próximo. Essas ações representam uma imersão singular que transcende o aprendizado técnico”, complementa Eufanio Saqueti.
Sobre o Centro Universitário Integrado
Sediado em Campo Mourão (PR) e com presença no Amapá, Mato Grosso do Sul e em Goiás, o Centro Universitário Integrado proporciona ensino superior de excelência, pautado em uma educação multidimensional — que integra saberes, abre mentes e mundos e transforma realidades.
Com nota máxima (5) no MEC e reconhecido como o melhor Centro Universitário do Paraná, o ecossistema acadêmico une conhecimento, prática e inovação para que cada aluno possa expandir sua realidade e projetar seu futuro.
O Centro Universitário Integrado oferta mais de 60 cursos de graduação, 70 de pós-graduação e faz parte do Grupo Integrado, que em 2026 completa 40 anos de história, ajudando a construir comunidades e impulsionando trajetórias.
Sugestão de legenda
Pelo quinto ano seguido, estudantes de Medicina e professores do Centro Universitário Integrado vão prestar atendimentos voluntários às comunidades ribeirinhas do Pará.

