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Além do estresse: Por que a dor na mandíbula afeta cinco vezes mais as mulheres?

Essas desordens geram respostas no sistema nervoso, nos músculos da mastigação, sendo capazes de provocar dores crônicas na face, cabeça, pescoço e até o travamento da boca”
Foto: Freepik

Embora o estresse seja frequentemente apontado como o vilão das tensões modernas, há um conjunto de fatores que explicam por que as mulheres sofrem mais com dores no rosto e na mandíbula do que os homens.

A chamada Disfunção Temporomandibular (DTM) afeta cinco vezes mais o público feminino do que o masculino, segundo um estudo recente. O problema, que atinge principalmente a faixa etária entre 25 e 45 anos, vai muito além de uma “mordida errada” e pode comprometer drasticamente a qualidade de vida das mulheres.

ENTENDENDO A DTM

Entre os fatores que mais contribuem para a DTM estão a artrite, inflamações ou sobrecarga nas articulações, ansiedade crônica – que gera tensão excessiva nos músculos da mandíbula – e hábitos parafuncionais, como roer unhas, morder objetos ou mascar chicletes constantemente.

“Essas desordens geram respostas no sistema nervoso, nos músculos da mastigação, sendo capazes de provocar dores crônicas na face, cabeça, pescoço e até o travamento da boca”, explica o cirurgião-dentista e professor do curso de Odontologia do Centro Universitário Integrado de Campo Mourão (PR), Manuel da Fonseca Rodrigues.

SINAIS DE ALERTA E DIAGNÓSTICO

A identificação do problema muitas vezes começa em casa. Segundo o especialista, o relato de companheiros sobre o ranger de dentes durante o sono (bruxismo) é um forte indicador. Outros sinais incluem desgastes visíveis nos dentes, retrações na gengiva, cansaço ao mastigar ou falar, vertigem e dificuldade para abrir ou manter a boca aberta.

Para quem sofre com esses sintomas, a busca por ajuda especializada é o primeiro passo. “A saúde feminina exige atenção devido à sua complexidade fisiológica e as diferentes fases da vida. As consultas rotineiras ao dentista favorecem o diagnóstico precoce de várias patologias”, destaca Rodrigues.

TRATAMENTO E ATENDIMENTO À COMUNIDADE

Segundo o professor, o tratamento para a DTM é realizado em duas etapas. A primeira consiste no alívio da dor e melhora da qualidade de vida do paciente. A segunda foca em resolver as causas, que podem ser múltiplas e incluir o ajuste do encaixe dentário.

Em Campo Mourão, esses cuidados podem ser viabilizados na Clínica-escola de Odontologia do Integrado, que fica na Rua Lauro de Oliveira Souza, 440, Área Urbanizada II e atende de segunda a sexta, mediante agendamento pelo tel. 44-3016-8690.

Além do tratamento de DTM, a clínica oferece serviços como consultas diagnósticas, restaurações, extrações, tratamento de canal e confecção de próteses totais ou parciais. O atendimento é realizado por acadêmicos da graduação sob supervisão de professores especialistas. Só em 2025, foram realizados 4.676 atendimentos a moradores dos 25 municípios da região da Comcam.

“Não ignore o problema e não se acostume com a dor. Preste atenção aos sinais do corpo e faça também o autoexame da cavidade bucal para procurar manchas, alterações de cor nos dentes ou aftas que não cicatrizam em 15 dias. Ao menor sinal, procure ajuda especializada”, enfatiza o cirurgião-dentista.