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Após 8 dias, criança baleada na cabeça abre os olhos e comove familiares

Foto: Reprodução RIC/Record

A criança de 2 anos baleada durante um atentado em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, abriu os olhos pela primeira vez. A mãe da menina confirmou a informação na última terça-feira (20).

Internada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, a menina estava sedada desde o dia do crime. Segundo a mãe, os médicos retiraram a sedação e a criança começou a apresentar sinais de reação.

“Ela estava só sedada. Nesta terça tiraram tudo e ela está reagindo. Ela abriu um olho e mexe uma parte do corpo. Pra mim é uma alegria”, disse a mãe em entrevista à emissora RIC.

Um disparo de arma de fogo atingiu a criança na cabeça. O tiro entrou pela orelha e saiu pelo nariz. O relato da mãe emociona ao descrever o primeiro contato após dias de angústia. “Ela ficou me olhando, meio triste, sem saber onde estava”, contou.

Apesar da evolução no quadro clínico, os médicos ainda demonstram preocupação com a possibilidade de sequelas neurológicas. Não há previsão de alta hospitalar para a criança baleada. “Do jeito que Deus me der ela, eu vou cuidar com muito carinho”, afirmou a mãe, emocionada.

Crime e investigação

O atentado ocorreu quando a família estava em deslocamento de carro. O pai da criança, que seria o alvo dos disparos, relatou como tudo aconteceu. “Encostou um carro do lado e mandou parar. Foi um homem que abaixou o vidro do carro, me xingou e efetuou os disparos”, contou.

Forças de segurança prenderam mulher, que confessou o crime. Segundo a Polícia Civil de Bocaiúva do Sul, ela afirmou que o ataque seria uma forma de vingança pelo avô, que supostamente teria sido vítima de espancamento. O delegado responsável pelo caso, Bradock, afirmou que a confissão foi detalhada.

“A moça confessou o crime com detalhes. Esse caso está resolvido”, disse. No entanto, a mãe da criança baleada contesta a versão apresentada pelas autoridades. “Tenho certeza que não foi ela”, afirmou.

O caso segue acompanhado de perto pela polícia e pela equipe médica, enquanto a família se agarra à recuperação da criança, que, mesmo em estado delicado, já demonstra sinais de reação que renovam a esperança.

Fonte: OBemdito