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Bombeiros orientam sobre cuidados com fogueiras nas festas juninas

De acordo com os bombeiros, um dos erros mais comuns é utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender a fogueira
Foto: Gilson Abreu/AEN

As tradicionais festas juninas já começaram em diversas cidades do Paraná e, junto com elas, uma das principais marcas da celebração: as fogueiras. Para garantir que a tradição seja mantida com segurança, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) divulgou uma série de orientações para evitar queimaduras e incêndios.

Além do significado cultural e religioso — com fogueiras associadas a Santo Antônio, São João e São Pedro —, a prática exige atenção, principalmente durante o período de estiagem e baixa umidade do ar.

Segundo a porta-voz do CBMPR, capitã Luisiana Guimarães Cavalca, o primeiro cuidado é escolher corretamente o local onde a fogueira será montada.

“Escolha uma área sem vegetação rasteira, afastada de árvores, edificações, veículos e outros materiais combustíveis, para que o fogo iniciado não se propague nem para a vegetação nem para árvores próximas”, orienta.

Álcool e gasolina aumentam risco de acidentes

De acordo com os bombeiros, um dos erros mais comuns é utilizar álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis para acender a fogueira. Além de favorecer queimaduras graves, esses produtos podem provocar explosões e espalhar rapidamente as chamas.

A capitã destaca que existem alternativas mais seguras para iniciar o fogo, como o uso de papel e óleo de cozinha.

“Essa queima ocorre de forma lenta e persistente, permitindo que o fogo se propague gradualmente para a lenha, sem os riscos associados aos líquidos inflamáveis”, explica.

Outro alerta é para a supervisão constante de crianças durante toda a festa e para a necessidade de manter água disponível para eventuais emergências.

O que fazer em caso de queimaduras

Caso uma pessoa tenha a roupa atingida pelas chamas, a orientação é agir rapidamente para interromper a combustão.

Segundo o CBMPR, a água deve ser utilizada imediatamente sempre que estiver disponível. Na ausência dela, a recomendação é deitar a vítima no chão e abafar as chamas com um pano ou outro material adequado, retirando o oxigênio que alimenta o fogo.

As queimaduras podem variar de gravidade. Enquanto as de primeiro grau costumam causar apenas vermelhidão, as de segundo grau podem provocar bolhas, que não devem ser estouradas. Já as queimaduras de terceiro grau exigem atendimento médico imediato.

Quando ligar para o 193

O Corpo de Bombeiros orienta que a população acione o telefone 193 sempre que o incêndio apresentar risco de propagação ou não puder ser controlado com segurança.

“A partir do momento em que as pessoas já não conseguem se aproximar com segurança para tentar controlar o fogo, significa que a situação saiu do controle e há necessidade de acionamento do Corpo de Bombeiros”, afirma a capitã.

Período exige atenção redobrada

O alerta ocorre em um momento em que o Paraná já iniciou a Operação de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais (OPCIF). Com a redução da umidade do ar e o aumento da vegetação seca, qualquer foco de fogo pode se transformar rapidamente em um incêndio de maiores proporções.

“A prevenção continua sendo a principal ferramenta para evitar incêndios. Uma fogueira montada ou apagada de forma inadequada pode dar origem a uma ocorrência de maiores proporções, especialmente em períodos de estiagem e baixa umidade do ar”, reforça a oficial.

Dicas para uma fogueira segura

  • Escolha um local limpo e afastado da vegetação;
  • Mantenha distância de casas, veículos e materiais combustíveis;
  • Não utilize álcool, gasolina ou outros líquidos inflamáveis;
  • Supervisione as crianças durante toda a festa;
  • Tenha água disponível para emergências;
  • Não abandone a fogueira enquanto houver chamas ou brasas;
  • Apague completamente as brasas ao final da utilização;
  • Na falta de água, utilize terra ou areia para abafar o fogo;
  • Acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193 em caso de emergência;
  • Procure atendimento médico em casos de queimaduras extensas ou graves.
(Com informações AEN)