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Ciclone extratropical tem chegada prevista ao Paraná, com chuva de até 200 mm e ventos de 100 km/h

Foto: Reprodução/José Roberto Brumann

Uma nova mudança no tempo deve atingir o Sul do Brasil nos próximos dias e colocar o Paraná novamente na rota das tempestades. A previsão indica a formação de um ciclone extratropical na terça-feira (29), sistema que deve reforçar uma frente fria e aumentar a instabilidade sobre os três estados da Região Sul. O cenário chama atenção para a possibilidade de chuvas volumosas, granizo e rajadas de vento que podem chegar a 100 km/h em algumas áreas. Os maiores acumulados previstos podem superar 200 milímetros, principalmente entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

A previsão, no entanto, ainda pode sofrer alterações até a chegada do sistema. Por isso, os volumes e as áreas de maior risco devem ser acompanhados nas atualizações dos órgãos de meteorologia.

A mudança começa a ganhar força entre domingo (27) e segunda-feira (28), quando uma frente fria deve avançar pelo Rio Grande do Sul e provocar chuva forte, tempestades e acumulados que podem chegar a 150 milímetros em pontos do estado.

Na terça-feira (29), um novo sistema de baixa pressão deve se organizar na altura do Uruguai e do Rio Grande do Sul. O aprofundamento desse sistema dará origem ao ciclone extratropical, que deverá contribuir para o avanço da frente fria em direção ao Paraná e a outras áreas do Centro-Sul. Com a combinação de calor, umidade e a atuação do sistema, há possibilidade de temporais mais intensos no Paraná, especialmente conforme a frente fria avança pela Região Sul. O Simepar já aponta que setembro deve terminar com condições favoráveis à ocorrência de chuva e tempestades no Paraná. Segundo o órgão, a combinação entre calor, umidade, frentes frias e sistemas de baixa pressão pode provocar episódios de chuva volumosa e temporais no Estado. Chuva pode ultrapassar 200 mm As projeções meteorológicas indicam que os maiores volumes de chuva associados ao novo sistema podem se concentrar entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Em alguns pontos, os acumulados podem ultrapassar 200 mm. Volumes dessa magnitude, caso se confirmem, podem elevar o risco de alagamentos, transbordamento de rios e deslizamentos, principalmente em áreas que já estejam com o solo encharcado. Além da chuva, o ciclone deve favorecer a ocorrência de tempestades acompanhadas de granizo e ventos fortes. As rajadas podem chegar a 100 km/h em pontos mais atingidos pelo sistema. Os ventos intensos podem provocar queda de árvores e estruturas, danos em plantações, interrupções no fornecimento de energia elétrica e prejuízos a imóveis e veículos.

Quando o ciclone extratropical chega?

A previsão indica que o sistema começa a se organizar na terça-feira (29), inicialmente entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai. A partir daí, a frente fria associada ao ciclone deve avançar pelo Sul e aumentar a instabilidade.

Na quarta-feira (30), a tendência é de avanço da frente fria para áreas mais ao norte. Paraná, Mato Grosso do Sul e parte de São Paulo devem sentir os efeitos da mudança no tempo. Também há previsão de aumento da instabilidade no oeste de Mato Grosso e no sul de Goiás, favorecida pela circulação de umidade e pelos ventos associados ao sistema.

Inmet já prevê temporais no fim de semana

Antes da chegada do novo ciclone, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) já prevê condições para tempestades no Rio Grande do Sul entre domingo (27) e segunda-feira (28). O instituto destaca a possibilidade de chuva e trovoadas e também não descarta ocorrência de granizo em áreas do estado. O Paraná, por outro lado, ainda deve enfrentar calor e tempo mais estável em parte do território durante o fim de semana, antes da mudança provocada pelo avanço da frente fria. Por se tratar de uma previsão para os próximos dias, os modelos meteorológicos ainda podem apresentar mudanças na localização dos maiores volumes de chuva e na intensidade dos ventos. Novas atualizações dos órgãos responsáveis devem indicar com maior precisão quais regiões do Paraná terão maior risco de temporais.

Fonte: GMC Online