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Comerciantes do Paraguai pedem mudanças urgentes no trânsito da Ponte da Amizade

lém dos transtornos no trânsito, os lojistas citam acidentes, incêndios em fiações e prejuízos ao comércio como consequências da sobrecarga na ponte

Em um pedido enviado ao presidente Santiago Peña, ministros e autoridades dos dois países, o setor pede medidas urgentes para reduzir os congestionamentos que prejudicam a economia e a rotina de quem passa pela fronteira.

O principal pedido é restringir a circulação de caminhões durante o dia. Pela proposta, os veículos de carga só poderiam cruzar a ponte entre 17h e 6h da manhã seguinte. Segundo os comerciantes, a medida daria mais fluidez ao trânsito de carros, ônibus, vans de turismo e pedestres, além de reduzir as longas filas formadas diariamente.

O que está acontecendo sobre a Ponte da Amizade não é aceitável de nenhuma maneira“, afirmou Said Mohamed Tiagen, presidente da Câmara de Comércio e Serviços de Cidade do Leste.

Além dos transtornos no trânsito, os lojistas citam acidentes, incêndios em fiações e prejuízos ao comércio como consequências da sobrecarga na ponte. Para eles, retirar os caminhões do fluxo diurno ajudaria a movimentar o turismo e diminuiria o tempo de espera nas operações aduaneiras.

A Receita Federal brasileira acompanha as reivindicações, mas avalia que a mudança não resolveria o problema. De acordo com o chefe da Receita Federal no Porto Seco de Foz do Iguaçu, concentrar o transporte de cargas em um único período do dia poderia provocar ainda mais congestionamentos e sobrecarregar a estrutura da ponte.

Segundo a Receita, outro obstáculo é a falta de infraestrutura no lado paraguaio para receber todo o fluxo de caminhões. 

No lado paraguaio, eles estão aguardando a conclusão da ponte do Rio Mondaí, que é uma condição para que os caminhões. Possam passar para lá, porque hoje eles não autorizam o cruze de caminhões pela cidade de Presidente Franco. Então, eles estão esperando o término da construção da ponte do Rio Mondaí, que vai desviar os caminhões para o outro lado. A previsão, segundo a última reunião bilateral, eles falaram no final do primeiro quadrimestre, seria lá por abril“, disse Rodrigo Meister, Chefe Receita Federal de Porto Seco

A carta dos comerciantes já foi entregue ao governo paraguaio. A resposta inicial da presidência foi de que o assunto continuará sendo discutido entre os órgãos responsáveis.

Reportagem Renan Gouvêa | EPC (Esporte, Política e Cidadania)