A jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após ser jogada da Ponte do Esqueleto durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ainda apresentava sinais vitais logo após o acidente. A informação consta no depoimento de uma enfermeira que estava no local e prestou os primeiros socorros à vítima.
Segundo a profissional de saúde, de 26 anos, Maria Eduarda tinha uma pulsação bastante fraca e apresentava respiração agônica — condição observada em pacientes em estado crítico e próxima da parada cardiorrespiratória.
A enfermeira desceu até a base da ponte logo após a queda e iniciou manobras de reanimação cardiopulmonar até a chegada da equipe de resgate.
Vítima foi lançada sem a corda principal
Maria Eduarda participava de uma atividade de rope jump, modalidade de esporte radical que utiliza cordas de escalada para amortecer a queda.
De acordo com as investigações, ela foi lançada da ponte sem a corda principal de segurança. Em depoimento à Polícia Civil, a enfermeira relatou que a jovem foi erguida e lançada por três funcionários da empresa responsável utilizando apenas a cadeirinha de segurança presa ao corpo, sem a amarração principal necessária para o salto.
A testemunha afirmou que não percebeu a falha no momento da atividade porque estava concentrada na preparação para realizar o próprio salto. Ela disse ter compreendido a gravidade da situação apenas após ouvir os gritos de outras pessoas presentes no local.
Quando a ambulância chegou, os socorristas precisaram cortar parte do equipamento que ainda estava preso ao corpo da vítima para utilizar o desfibrilador durante as tentativas de reanimação.
Polícia procura câmera desaparecida
A Polícia Civil investiga o desaparecimento de uma câmera que estaria acoplada ao corpo ou aos equipamentos utilizados por Maria Eduarda durante o salto.
O equipamento ainda não foi localizado e pode conter imagens consideradas importantes para esclarecer exatamente como ocorreu a falha que resultou no acidente.
As investigações também levaram ao indiciamento de três homens por homicídio com dolo eventual, quando há entendimento de que os envolvidos assumiram o risco de produzir o resultado.
Segundo a polícia, os três aparecem nas imagens registradas durante a atividade. Eles foram presos em flagrante, passaram por audiência de custódia e tiveram a prisão convertida em preventiva.
Mãe se despede da filha nas redes sociais
No domingo (15), um dia após o acidente, a mãe da jovem, Valdenia Rodrigues, publicou uma homenagem à filha nas redes sociais.
Em uma mensagem marcada pela dor da perda, ela lamentou a morte de Maria Eduarda, formada em Educação Física.
“Aquela maldita corda te levou para sempre de mim. Minha filha amada, você se foi e aqui só resta dor e saudade. Te amo para sempre”, escreveu.