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Golpe em Goiânia: ex-moradores de Umuarama e Pérola causam prejuízo de R$ 4 milhões

A Polícia Civil apura se o grupo já aplicou golpes semelhantes em outras cidades e busca identificar novas vítimas
Foto: PCGO

A Polícia Civil de Goiás prendeu em flagrante, na última quarta-feira (18), três pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de estelionato em Goiânia. A ação foi conduzida pelo Grupo Especializado em Repressão ao Estelionato e outras Fraudes (GREF), ligado à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC). 

A prisão ocorreu no momento em que um evento de alto padrão já estava em fase avançada de montagem, com estrutura completa sendo executada por fornecedores, produtores e prestadores de serviço, que atuavam acreditando na legitimidade da contratação. 

De acordo com as investigações, a principal suspeita se apresentava como representante de uma marca europeia de bolsas de luxo, utilizando uma narrativa elaborada para dar credibilidade ao esquema. Com isso, ela conseguiu mobilizar toda a organização do evento sem efetuar pagamentos, causando prejuízos financeiros aos profissionais envolvidos. 

Além disso, a investigada também teria lucrado com a venda de supostas bolsas ligadas ao evento. Os suspeitos convenciam as vítimas a comprar produtos para participar da ocasião. O modelo simulava festas de alto padrão, com recomendação prévia de itens da marca.

As apurações indicam ainda que o golpe pode não se limitar a este caso, havendo indícios de outras ocorrências envolvendo uma das suspeitas. 

A divulgação da identidade dos investigados foi autorizada com base na Lei nº 13.869/2019 e em normas internas da corporação, considerando a possibilidade de surgirem novas vítimas e informações sobre outros crimes relacionados ao caso.

Para convencer as pessoas de que tudo era verdade, a suspeita criou uma personagem fictícia, chamada Fran de Pierre, uma portuguesa que morava em Paris, que seria a responsável pelas contratações do serviço para a festa em Goiânia. “Na verdade, não existia festa nenhuma, não existia contratação nenhuma porque não existia essa pessoa”, disse Lara.

Para fazer as vítimas acreditarem que tudo era verdade, Mayara criou emails em nome dessa “Fran de Pierre”, que ela enviava para si própria, com mensagens ora em português, ora em francês. A suspeita, então, encaminhava esses emails para os fornecedores alvo do esquema.

Vítimas em outros estados

Segundo a delegada, até agora foram identificadas em Goiás seis vítimas em relação ao falso evento e uma em relação à venda das supostas bolsas da marca que dariam direito ao convite para a festa. Essa pessoa, porém, passou à Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC) uma lista de convidados que seriam potenciais vítimas do Pará, estado-natal de Mayara.

Família conhecida

Além da principal investigada, o marido e a cunhada dela também foram detidos. Os três têm ligação com Umuarama e região: ela já morou na Capital da Amizade, enquanto os outros dois são de uma família conhecida em Pérola.

A principal suspeita estava morando em Goiânia há cerca de três anos. Já o marido, que recebia o dinheiro do esquema, já foi servidor público federal, porém solicitou exoneração do cargo. Ambos estão juntos há aproximadamente oito anos.

A Polícia Civil apura se o grupo já aplicou golpes semelhantes em outras cidades e busca identificar novas vítimas. O órgão orienta que pessoas que tiveram prejuízo podem procurar a polícia para registrar ocorrência.

Fonte; Rádio Bandeirantes-OBemdito