A Polícia Civil (PCPR) de Iporã prendeu um homem de 29 anos por manter a ex-mulher em cárcere privado e também pelo crime de ameaça. Os policiais conseguiram libertar a vítima da situação do cárcere privado nesta terça-feira (6) após o pai dela comunicar o desaparecimento.
De acordo com a nota da PCPR, o pai da vítima compareceu à Delegacia de Polícia de Iporã na última segunda-feira (5). Ele registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento da filha, de 23 anos. O pai informou que desde o dia 28 de dezembro não tinha mais notícias do paradeiro de sua filha. Além disso, ele disse que não conseguia manter contato telefônico com ela.
Segundo relato do pai, a última informação que teve era de que o ex-companheiro da filha teria ido buscá-la em sua residência. Após isso, não foi mais possível estabelecer contato com ela. Anteriormente o suspeito já tinha ameaçado a vítima de morte.
Os policiais só descobriram a situação de cárcere privado nesta terça-feira quando estiveram na casa do ex-companheiro. Após diligências e levantamento de informações, a Polícia Civil de Iporã chegou ao endereço do suspeito.
Já na residência, a equipe conversou com o morador. Em um primeiro momento, ele afirmou que a vítima não se encontrava no local. Contudo, após conversa com os policiais, ele admitiu que a ex-mulher estava dentro de um dos quartos da casa.
Dessa forma, os policiais civis resgataram a vítima de cárcere privado e a encaminharam para a Delegacia de Iporã. Já em ambiente seguro e distante do autor, a mulher relatou que estava sendo ameaçada e que o investigado quebrou seu telefone celular. Ele também a impediu de sair da residência e de manter contato com seus pais. Segundo a PCPR, todas essas ações caracterizam situação de cárcere privado.
Prisão por cárcere privado e ameaça
Diante dos fatos, a equipe policial deu voz de prisão em flagrante ao morador pelos crimes de cárcere privado e ameaça. Em seguida, a PCPR conduziu o homem à autoridade policial para a adoção das medidas legais cabíveis. Agora ele permanece na carceragem, à disposição da Justiça.
A PCPR informou ainda que o indivíduo usa tornozeleira eletrônica em razão de medida protetiva. A Justiça deferiu a medida em procedimento anterior de violência doméstica (Lei Maria da Penha) que ele praticou contra a mesma vítima.
Por fim, a Polícia Civil informa que segue atuando na proteção das vítimas de violência doméstica e na responsabilização dos autores.