O educador físico e influenciador digital Fábio Tavares, de 27 anos, foi levado ao pronto-socorro na última quinta-feira (8), após usar uma caneta emagrecedora ilegal. O produto é conhecido como “Mounjaro do Paraguai” e não tem autorização para venda no Brasil.
O uso ocorreu durante a produção de uma publicidade para redes sociais. Fábio havia sido contratado por representantes da empresa fabricante para divulgar o produto, mesmo sem indicação médica.
influenciador não tem obesidade e não possuía recomendação profissional para utilizar a substância. Ainda assim, aplicou o medicamento, que é considerado irregular pelas autoridades sanitárias brasileiras.
Logo após a aplicação, ele apresentou um quadro grave de hipoglicemia. A condição provoca queda brusca dos níveis de açúcar no sangue e pode gerar complicações imediatas.
No mesmo dia, Fábio deu entrada no hospital com sintomas intensos. Ele relatou dores fortes, vômitos e alterações significativas nos sinais vitais.
Segundo o próprio influenciador, a pressão arterial chegou a 190 por 100 mmHg. A frequência cardíaca atingiu 120 batimentos por minuto mesmo em repouso. O nível de glicose caiu para 60 mg/dL.
O quadro clínico indicava hipertensão, taquicardia e hipoglicemia. Desde então, ele segue com enjoos e dores persistentes na região do estômago e das costas.
“Fui para o hospital tomar soro na veia e só fui dispensado [de uma internação] por falta de leitos, mas voltei nos dois dias seguintes para tomar glicose e morfina”, relatou à Veja Saúde.
A substância utilizada pertence ao grupo das chamadas canetas emagrecedoras. O produto recebido por Fábio seria fabricado por uma farmacêutica paraguaia que afirma produzir sua própria versão da tirzepatida.
A tirzepatida é o princípio ativo do medicamento original Mounjaro. No entanto, especialistas alertam que versões irregulares não oferecem garantias de segurança ou controle de qualidade.
O “Mounjaro do Paraguai” é proibido no Brasil e tem sido alvo de apreensões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A falta de informações sobre a fabricação aumenta os riscos para quem utiliza o produto.
Especialistas afirmam que o uso de medicamentos sem prescrição e fora da regulamentação pode causar danos graves. Em alguns casos, os efeitos ainda são desconhecidos.