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Morre Benício, segundo filho baleado pelo secretário de governo de Itumbiara

O menino havia sido baleado pelo próprio pai no início da madrugada de quinta-feira (12) e permanecia internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva

Benício Araújo Machado, de 8 anos, filho mais novo do secretário de Governo da Prefeitura de Itumbiara (GO), morreu às 19h desta sexta-feira (13). A informação foi confirmada pela Polícia Civil de Goiás.

O menino havia sido baleado pelo próprio pai no início da madrugada de quinta-feira (12) e permanecia internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Benício morreu horas depois do sepultamento do irmão mais velho. O autor dos disparos foi o pai das crianças, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos. Segundo a investigação, ele atirou contra os dois filhos dentro da residência da família. Miguel Araújo Machado, de 12 anos, morreu no local. Benefício foi encaminhado ao hospital em estado gravíssimo. Thales Machado tirou a própria vida após o crime. 

A tragédia em Itumbiara deixou de ser apenas um caso policial e passou a representar um trauma coletivo para o município. Dois dias antes do crime, Thales Machado havia publicado um vídeo ao lado dos filhos nas redes sociais. As imagens mostravam risadas, proximidade e declarações de carinho. 

Para quem assistia, tratava-se da cena comum de um pai orgulhoso ao lado das crianças. O contraste entre aquela gravação e o que ocorreria na madrugada seguinte é um dos elementos mais perturbadores da tragédia.

Segundo a Polícia Civil de Goiás, não há indícios de participação de terceiros. A perícia foi realizada na residência e na arma utilizada. Investigadores analisam mensagens, registros de ligações e possíveis conversas das horas que antecederam os disparos para tentar compreender o que passou na cabeça de Thales.

Relatos extraoficiais indicam que o casamento dele com a mãe das crianças enfrentava desgaste. Nas redes sociais, espalhou-se a versão de que o crime teria sido motivado por vingança contra a esposa após uma suposta traição. A hipótese não foi confirmada pelas autoridades. Até o momento, não há conclusão oficial sobre a motivação.

Thales Machado era genro do prefeito do município, Dione Araújo, e avô das crianças. Conforme a polícia, no momento dos disparos, a mãe não estava no mesmo ambiente em que os filhos foram atingidos. As circunstâncias exatas ainda são apuradas. Não existe, até agora, qualquer elemento formal que indique participação dela no crime.

Escolta para a mãe em Itumbiara

O velório de Miguel foi marcado por forte comoção e também por tensão. Segundo testemunhas, a mãe das crianças foi alvo de acusações e comentários agressivos, impulsionados por boatos que circulam na internet. Diante do clima hostil, precisou deixar o local sob escolta policial. Em meio à dor da perda, até aquele momento, do filho mais velho, e agora também do mais novo, a mulher passa por um intenso julgamento público.

A tragédia em Itumbiara expõe não apenas um crime familiar de extrema gravidade, mas também a rapidez com que narrativas paralelas se consolidam nas redes sociais. Enquanto o inquérito avança, a cidade tenta compreender como uma família que, dias antes, exibia momentos de afeto diante das câmeras, tornou-se símbolo de uma ruptura irreversível.

Com a morte de Benício Araújo Machado, a tragédia em Itumbiara deixa duas crianças sepultadas, um agente público que matou os próprios filhos e depois se suicidou, e uma comunidade inteira em estado de perplexidade. 

As respostas ainda estão sendo construídas. O que permanece é o silêncio pesado de uma cidade que tenta entender como tudo aconteceu.

Fonte: OBemdito com