Os GLP-1s, como a semaglutida, continuam trazendo benefícios importantes para controle glicêmico, perda de peso e redução de risco cardiometabólico em muitos pacientes. Mas pesquisas recentes levantam um ponto que merece atenção: a saúde óssea pode precisar de mais monitoramento durante o uso, especialmente no longo prazo.
Em um estudo apresentado no congresso da American Academy of Orthopaedic Surgeons (AAOS) 2026, com cerca de 150 mil pacientes, usuários de agonistas de GLP-1 tiveram, em 5 anos, maior incidência de osteoporose (4,1% vs 3,2%; ~29% maior risco relativo), além de aumento em gota e osteomalácia. Mas atenção: esse trabalho é observacional e ainda não é prova definitiva de causa e efeito.
Além disso, um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism encontrou aumento modesto no risco de fraturas por fragilidade em idosos com diabetes tipo 2 que iniciaram GLP-1RA, reforçando que o tema merece acompanhamento clínico individualizado.
Por outro lado, ensaios clínicos e estudos prévios mostram um cenário mais complexo: parte da piora em marcadores ósseos pode estar ligada ao emagrecimento rápido, e estratégias como treino físico, especialmente com carga, podem ajudar a preservar melhor a massa óssea durante o processo.
Referência científica no corpo do texto: estudo AAOS 2026 sobre GLP-1 e risco de osteoporose/osteomalácia ; Meron et al., Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism sobre fraturas por fragilidade em idosos com DM2 ; Hansen et al., 2024, e Jensen et al., 2024, sobre turnover ósseo, perda de peso e preservação óssea com exercício