A Polícia Federal encerrou as investigações da Operação Tank, revelando como uma organização criminosa transformou dezenas de postos em Curitiba e Região Metropolitana em verdadeiras máquinas de fraudar o consumidor e lavar dinheiro.
O Golpe no seu Bolso (e no seu Motor)
A perícia em 50 postos do grupo confirmou que o crime atuava em duas frentes extremamente prejudiciais:
1. A “Bomba Baixa”: Através de um aplicativo, os criminosos manipulavam remotamente as bombas. Resultado? Você pagava por uma quantidade de combustível, mas o tanque recebia muito menos.
2. Batismo Criminoso: Gasolina adulterada com até 79% de etanol. Vale lembrar que o limite máximo permitido por lei é de 27%. Essa mistura danifica componentes do motor e reduz drasticamente a eficiência do veículo.
Lavagem de Dinheiro Bilionária
O que parecia ser “apenas” uma fraude no bastecimento era, na verdade, a base de um esquema de lavagem de dinheiro. O lucro obtido lesando os motoristas passava por empresas de fachada e “laranjas” para ocultar a origem ilícita de cifras que chegam à casa dos bilhões.
Desfecho
• Indiciados: 8 pessoas do núcleo de comando da rede de postos.
• Crimes: Estelionato, crimes contra a ordem econômica e lavagem de dinheiro.
Fique atento: Desconfie de preços excessivamente abaixo da média do mercado e sempre exija a nota fiscal. O prejuízo da “gasolina barata” pode custar caro na oficina.