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Polícia indicia motorista que matou idosa após invadir calçada em Cruzeiro do Oeste

A Polícia Civil do Paraná indiciou nesta terça-feira (10) o motorista responsável pelo atropelamento que resultou na morte de Maria Aparecida Afonso Kawakita, de 67 anos, em Cruzeiro do Oeste (PR). O homem vai responder por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela embriaguez ao volante e intensificado pelo fato de a vítima ter sido atingida sobre a calçada.

O caso ocorreu no início da noite de domingo (8), por volta das 18h20, na avenida Goiás. Segundo a investigação conduzida pela 17ª Delegacia Regional de Polícia de Cruzeiro do Oeste, o condutor de um Fiat Uno perdeu o controle do veículo, invadiu o canteiro central e atingiu a idosa, que estava sentada em uma cadeira. Após o atropelamento, o carro ainda colidiu contra uma árvore.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cruzeiro do Oeste, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos e morreu horas depois.

Em depoimento inicial à Polícia Militar, o motorista, de 51 anos, alegou que a mulher teria atravessado a via de forma repentina.

No entanto, testemunhas afirmaram que o veículo trafegava de forma desgovernada e atingiu a idosa fora da pista de rolamento, versão que foi confirmada por imagens de câmeras de segurança instaladas nas proximidades.

As gravações mostram o momento em que o carro sobe na calçada e atropela a vítima, que é arremessada a vários metros de distância.

Submetido ao teste do etilômetro, o condutor apresentou resultado de 0,37 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, índice que configura crime de embriaguez ao volante, conforme o Código de Trânsito Brasileiro. Além disso, o veículo apresentava irregularidades de licenciamento e foi recolhido pela autoridade de trânsito.

Com base nos laudos, depoimentos e imagens analisadas, a Polícia Civil concluiu pelo indiciamento do motorista por homicídio culposo no trânsito, com as qualificadoras previstas em lei. Com a formalização do indiciamento, o investigado permanece à disposição da Justiça e deverá responder ao processo criminal em liberdade.