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Policial militar influencer é detido em ação do Gaeco por tortura e fraude

O agente, que tem mais de 250 mil seguidores, é um dos três policiais militares investigados por suspeita de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica
(Foto Rede Social)

O policial militar Junior Sancho Cambuhy, conhecido nas redes sociais como “Sancho Loko”, foi preso nesta terça-feira (7) durante uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba.

O agente, que tem mais de 250 mil seguidores, é um dos três policiais militares investigados por suspeita de tortura, fraude processual, lesão corporal e falsidade ideológica.

Segundo o Ministério Público do Paraná, os crimes teriam ocorrido de forma reiterada durante abordagens policiais na capital.

A operação cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, sendo três nas residências dos investigados e um na unidade militar onde atuam.

Apreensões

Durante a ação, os agentes apreenderam celulares, pendrives e outros dispositivos eletrônicos que devem auxiliar nas investigações.

Na casa de Cambuhy, foram encontradas munições e duas granadas. O policial alegou que o material seria utilizado em treinamentos, mas acabou preso em flagrante por posse de armamento sem autorização.

Nas residências dos outros investigados, também foram apreendidos dinheiro em espécie e munições irregulares.

Já no batalhão onde os policiais atuam, os investigadores localizaram simulacros de arma de fogo, munições e drogas, como maconha, crack e cocaína, armazenados em armários sem identificação.

Redes sociais

Conhecido por publicar vídeos sobre a rotina policial, o soldado ganhou notoriedade nas redes ao expor o dia a dia da corporação e opinar sobre segurança pública.

Defesa

O advogado do policial, Claudio Dalledone, afirmou que o material apreendido tem origem legal e será esclarecido no curso da investigação.

“O soldado vai provar a inocência e a origem de todo e qualquer equipamento que foi encontrado. O momento é de averiguação”, disse.

Segundo ele, a expectativa é que o policial seja liberado após audiência de custódia.

Polícia Militar

Em nota, a Polícia Militar do Paraná informou que acompanhou a operação por meio da Corregedoria-Geral e que irá instaurar procedimento administrativo para apurar os fatos.

A corporação afirmou ainda que não compactua com condutas ilegais e reforçou o compromisso com a legalidade, transparência e responsabilidade.

(Com informações da Ric)OBemdito