A balsa que faz a travessia do rio Piquiri, na BR-272, entre Francisco Alves e Terra Roxa, passou a operar 24 horas por dia a partir desta quinta-feira (22). No entanto, o início da operação da segunda balsa que o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que aconteceria nesta quinta, não aconteceu.
A ampliação do horário do serviço de travessia ocorreu após a conclusão da instalação do sistema de iluminação no trecho de embarque, o que viabilizou a operação noturna da embarcação. Até então, a travessia funcionava em horários limitados, o que provocava longas filas e atrasos constantes.
O Dnit afirma que a operação contínua (24 horas) busca reduzir o tempo de espera e melhorar o fluxo de veículos na rodovia.
Segunda balsa só em fevereiro
Na tarde de quarta-feira (21), o Dnit divulgou nota via e-mail da assessoria de imprensa informando que nesta quinta teria início a operação de uma segunda embarcação. Contudo, essa operação não se concretizou.
Segundo funcionários do Dnit que estavam na área de embarque, a segunda balsa só deve começar a operar a partir do dia 6 de fevereiro. Enquanto isso, a travessia segue sendo realizada por apenas uma embarcação, que agora funciona durante todo o dia e a noite.
As filas de veículos estavam visivelmente menores em relação aos dias anteriores. Ainda assim, o tempo de espera é significativo. Em horários considerados normais, os condutores permanecem entre 40 minutos e uma hora na fila. Já nos períodos de maior movimento, a espera pode chegar a até duas horas.
Relato de um caminhoneiro
Entre os motoristas afetados está o caminhoneiro David Toledo dos Santos, de Amambai, no Mato Grosso do Sul. Ele transporta sebo bovino do Paraguai para o Brasil e relatou que aguardava há cerca de duas horas para atravessar o rio. Segundo o condutor, esse sempre foi um trajeto habitual.
Porém, diante da atual situação, o caminhoneiro afirmou que deixou de considerar a BR-272 como a melhor opção. “Sempre fiz este percurso, mas com essa situação não compensa vir pela BR-272 e sim pegar um desvio por Naviraí-MS, saindo em Porto Camargo. Pelo desvio aumenta a distância, tem um pedágio, mas mesmo assim compensa”, afirmou.
Além disso, David relatou que não pretende mais utilizar esse trecho até que a ponte seja liberada. Enquanto isso, motoristas seguem enfrentando transtornos e aguardam tanto a entrada da segunda balsa quanto uma solução definitiva para a travessia do rio Piquiri.
Ponte Interditada
A ponte sobre o rio Piquiri, entre Francisco Alves e Terra Roxa, está fechada desde o dia 16 de outubro. No entanto, até o momento, o Dnit não informou detalhes sobre o cronograma das obras de recuperação.
Nota do Dnit
Confira abaixo a nota completa:
O DNIT informa que a operação da segunda balsa na travessia do Rio Piquiri, na BR-272/PR, entre os municípios de Francisco Alves e Terra Roxa, está prevista para o mês de fevereiro. No entanto, para esta quinta-feira (22), está programada a ampliação do horário de funcionamento da balsa que já realiza a travessia, passando a operar em regime de 24 horas, o que deverá contribuir para a melhoria do fluxo de veículos na região.
O tempo estimado de travessia é de aproximadamente 15 minutos, e a capacidade máxima da balsa é de até 320 toneladas. O controle de peso dos veículos, dentro desse limite, é realizado por agentes de trânsito, que conferem as informações constantes nas notas fiscais de carga e controlam a quantidade de veículos embarcados, respeitando o número máximo de caminhões permitidos por travessia, além da liberação de veículos leves.
A operação por balsa tem caráter provisório e será mantida enquanto a ponte sobre o Rio Piquiri permanecer interditada para a execução dos serviços de recuperação estrutural. O DNIT segue monitorando a operação e adotando as medidas necessárias para garantir a segurança, a eficiência e o melhor atendimento aos usuários da rodovia.
Atenciosamente,
Seção de Imprensa e Jornalismo
Coordenação-Geral de Comunicação Social | DG