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Vítima de arroz envenenado no PI volta a ser hospitalizada e morre

Imagem: TV Globo/Reprodução

Maria Jocilene da Silva, de 41 anos, morreu nesta sexta-feira (24) em um hospital da Parnaíba (PI). Ela consumiu o arroz envenenado que já havia matado cinco pessoas da mesma família, mas havia recebido alta. Ele era vizinha das outras vítimas.
O Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (HEDA) confirmou a morte. “Neste momento de imensa dor, expressamos nossas mais sinceras condolências à família da paciente e reafirmamos que a equipe multidisciplinar do HEDA atuou com total dedicação”, afirmou em nota.

A paciente foi internada no início do mês após comer arroz envenenado. Entretanto, ela recebeu alta poucos dias depois e voltou a ser internada nesta quarta-feira (22). Não foram dados detalhes sobre o motivo da segunda internação, ou se tem relação com o envenenamento do início do ano.

Relembre o caso
Cinco pessoas da mesma família morreram após comer arroz com chumbinho no dia 1º de janeiro. As vítimas fatais são Francisca Maria da Silva, 32, seu irmão Manoel Leandro da Silva, 18, e seus filhos Maria Gabriela da Silva, 4, Davi Pereira Silva, 1, e Maria Lauane Fontenele, 3.

Outras quatro pessoas foram internadas, mas receberam alta. São elas Maria Jocilene da Silva (vizinha da família), Francisco de Assis Pereira da Costa, 53 (padrasto de Francisca e Manoel), uma criança de 11 anos (filha de Francisco) e uma adolescente de 17 anos (irmã de Manoel).

Francisco de Assis Pereira da Costa foi preso como suspeito. Ele foi acusado de envenenar a família com arroz contaminado por terbufós, um inseticida de alta toxicidade.

A casa onde o crime ocorreu abrigava 11 pessoas. Francisco vivia com sua esposa, Maria dos Aflitos, os seis filhos dela e três netos.

Desprezo e ódio pelos enteados são apontados como a principal motivação. Durante os depoimentos, Francisco teria descrito Francisca com termos depreciativos como “boba”, “matuta” e “inútil”. Ele também chamou os filhos de sua esposa de “primatas” e demonstrou incômodo constante com a presença deles.

Ele teria manifestado a raiva pela enteada no leito de morte. Segundo o delegado, Francisco não escondia o desprezo por Francisca, mesmo quando ela já estava gravemente debilitada no hospital. Esse comportamento reforça a hipótese de um crime premeditado e motivado por sentimentos de raiva.

Fonte: Uol