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Polícia Civil conclui investigação sobre morte de homem em Toledo e aponta surto psicótico como fator do caso

Foto: ToledoNews

A Polícia Civil (PC) de Toledo encaminhou nesta semana o inquérito policial que investigou a morte de Marcos Rogério Rogério Francescon, de 60 anos, ocorrida no dia 31 de março deste ano, em uma residência localizada no Jardim La Salle, em Toledo. O caso teve grande repercussão no município após a confirmação de que a vítima foi assassinada por um policial civil, que tirou a própria vida logo após o crime.

Conforme o delegado-chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo (20ª SDP), Alexandre Macorin, responsável pela investigação, o inquérito concluiu que o crime foi motivado por um surto psicótico enfrentado pelo policial civil Jackson Dal Pra, lotado em Assis Chateaubriand-PR, e que a vítima não possuía qualquer relação direta com o autor dos disparos.

“Esse crime foi motivado por um surto psicótico do policial, que vinha fazendo tratamento psiquiátrico, e ele não tinha relação nenhuma com a vítima”, afirmou Macorin. Segundo o delegado, o policial teria alimentado uma antiga desavença envolvendo um amigo, situação que acabou desencadeando o episódio durante o quadro psicológico enfrentado pelo agente.

“O policial alimentou uma desavença antiga de um colega dele, uma briga com essa pessoa, e durante esse surto psicótico ele procurou o Marcos e veio cometer esse ato bárbaro”, declarou o delegado-chefe da 20ª SDP.

Ainda conforme a investigação, Marcos Francescon foi atingido por nove disparos de arma de fogo dentro da própria residência. Após o homicídio, o policial civil deixou o local e seguiu até o apartamento onde morava, na região central de Toledo, local em que foi encontrado morto após cometer suicídio com a arma de serviço.

“Estamos encaminhando inclusive o laudo que indicou que ele foi morto por nove tiros disparados pelo policial. Depois ele cometeu suicídio, acrescentou Macorin.

Logo após o crime, a Polícia Civil já havia confirmado a autoria dos disparos com base em imagens de câmeras de segurança e também no relato da esposa da vítima, que estava na residência no momento do assassinato. As imagens mostraram o veículo do policial chegando e deixando o local após os disparos.

Durante as primeiras fases da investigação, a Polícia Civil também revelou que o policial civil enfrentava problemas emocionais e realizava tratamento psiquiátrico. Horas antes do crime, ele teria enviado mensagens e áudios ao delegado de Assis Chateaubriand relatando que não estava bem emocionalmente. A partir disso, houve tentativa de localizá-lo e recolher sua arma funcional, porém não houve tempo hábil para evitar a tragédia.

O delegado Alexandre Macorin também relembrou que o policial já havia atuado na Polícia Civil de Toledo e possuía histórico funcional envolvendo um episódio de violência dentro da Delegacia, situação que motivou a sua transferência para outra unidade policial anos atrás.

Com a conclusão do inquérito, a Polícia Civil entende que a dinâmica do caso foi totalmente esclarecida, apontando que Marcos Francescon foi vítima de um ataque motivado por um grave quadro psicológico enfrentado pelo policial, sem qualquer envolvimento direto da vítima no conflito que teria desencadeado o surto.

Fonte: ToledoNews