Ouça agora Rádio FlashBack

noticiasdacomcam@gmail.com

(44) 99117-6261

Ouça agora Rádio FlashBack

Cascavel entra na mira de operação contra esquema bilionário de combustíveis

Conforme a apuração, o produto era adquirido de forma regular com destinação industrial declarada, mas teria sido desviado para mistura à Gasolina A, resultando em combustível adulterado comercializado nas bombas

Cascavel está entre as cidades alvo da Operação Fluxo Oculto, deflagrada na manhã desta quinta-feira (28) pela Receita Federal, Gaeco de São Paulo e outros órgãos de fiscalização e segurança.

A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto e investiga um esquema bilionário envolvendo lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e adulteração de combustíveis.

Ao todo, foram cumpridos 59 mandados de busca e apreensão em cinco estados. No Paraná, as diligências aconteceram em Cascavel e Paranavaí. 

Em Cascavel, uma empresa instalada às margens da BR-369 é suspeita de integrar o esquema investigado na Operação Fluxo Oculto.

Informações apuradas pela reportagem do CATVE.com junto à promotora Juliana Stofela, que acompanhou o cumprimento do mandado, apontam que uma das frentes da investigação envolve o uso irregular de nafta petroquímica — derivado líquido do petróleo utilizado legalmente na fabricação de produtos químicos e plásticos.

Conforme a apuração, o produto era adquirido de forma regular com destinação industrial declarada, mas teria sido desviado para mistura à Gasolina A, resultando em combustível adulterado comercializado nas bombas.

A suspeita é de que o esquema também envolvesse emissão de notas fiscais falsas para encobrir as operações. “O desvio seria no sentido de que a investigada comprava legalmente para um devido fim, mas acabava usando nas bombas”, explicou a promotora.

Segundo as investigações, a prática possibilitaria lucro por meio da sonegação fiscal e da adulteração dos combustíveis vendidos aos consumidores.

Segundo a investigação, o grupo utilizava fintechs que funcionavam como bancos paralelos para esconder movimentações financeiras e dificultar o rastreamento do dinheiro.

As autoridades apontam que seis dessas instituições movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025.

As apurações também revelaram suspeitas de adulteração de combustíveis com uso de nafta petroquímica, produto que seria desviado para mistura irregular em combustíveis vendidos ao consumidor.

De acordo com os investigadores, somente esse esquema pode ter causado prejuízo de cerca de R$ 200 milhões em impostos sonegados em apenas dois anos.

As equipes também identificaram depósitos milionários em espécie, movimentações consideradas atípicas e operações com criptoativos ligados ao grupo investigado.

Participam da operação equipes da Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Secretaria da Fazenda paulista, Agência Nacional do Petróleo, Polícia Civil e Polícia Militar

Em nota, a Distribuidora de Combustíveis Saara S/A, negou qualquer participação, colaboração, conivência ou vínculo, direto ou indireto, com organização criminosa, lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis, desvio de produtos, fraude fiscal ou qualquer outra prática ilícita. A Companhia afirmou ainda que jamais integrou, financiou, auxiliou ou se beneficiou de qualquer esquema criminoso.

Fonte: Catve.com