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Empresário de Iporã tem caminhonete apreendida após financiamento ser realizado em nome de mulher desconhecida

Foto: Umuarama Ilustrado

O empresário Jocélio Polis, conhecido como Tatinho, morador de Iporã, denuncia ter sido vítima de um golpe que terminou com a apreensão de sua caminhonete, mesmo com o veículo quitado e sem qualquer dívida pendente.

Segundo ele, a situação teve início em dezembro do ano passado, durante uma viagem a Porto Alegre, onde esteve para tratar da emissão de visto e ficou hospedado em uma conhecida rede hoteleira.

Tatinho acredita que o golpe pode ter começado justamente durante a hospedagem. A suspeita é de que, ao entregar a chave da caminhonete para o serviço de manobrista do hotel, alguém possa ter tido acesso ao interior do veículo e coletado informações e documentos necessários para a aplicação da fraude.

O empresário relata que o veículo estava totalmente quitado. No entanto, no dia 14 de maio, ele e a família foram surpreendidos pela visita de um oficial de Justiça acompanhado por policiais militares, que cumpriram mandado de busca e apreensão da caminhonete.

De acordo com o processo judicial, o veículo constava como tendo sido adquirido por meio de financiamento em nome de uma pessoa desconhecida, por intermédio de uma revenda localizada em outro estado. Como as parcelas nunca teriam sido pagas, o banco responsável ingressou com pedido judicial de busca e apreensão.

A fraude começou a ser descoberta ainda em dezembro, quando o empresário tentou vender a caminhonete, avaliada em quase R$ 400 mil. Durante o processo de transferência, surgiu uma informação inesperada: havia sobre o veículo um registro de alienação fiduciária — contrato em que o bem fica vinculado à instituição financeira como garantia de pagamento.

Após descobrir a restrição, Tatinho procurou o banco, registrou boletim de ocorrência e contratou advogado para acompanhar o caso. Apesar disso, meses depois, a instituição financeira obteve na Justiça o mandado de apreensão, e o veículo foi recolhido.

Conforme documentos apresentados pela vítima à reportagem, o contrato referente à suposta venda teria sido feito por uma revenda de veículos localizada em Viamão, na região metropolitana de Porto Alegre.

O documento indica que o negócio foi fechado em 8 de dezembro, cerca de 20 dias antes de o empresário descobrir a existência da alienação no veículo. A suposta compradora, de 45 anos, apontada no contrato mora também na região metropolitana de Porto Alegre, a aproximadamente 75 quilômetros de Viamão.

Tatinho afirma que já tentou contato com a suposta compradora, com a revenda mencionada na documentação e também com o hotel onde esteve hospedado, mas até o momento não conseguiu retorno de nenhuma das partes.

O advogado do empresário já ingressou na Justiça pedindo a devolução imediata da caminhonete. Enquanto o processo segue em tramitação, Tatinho continua sem o veículo e busca esclarecer como a fraude foi aplicada.

O empresário também acredita que pode haver um esquema mais amplo por trás do caso, com possibilidade de outras vítimas em diferentes regiões do país.

Fonte: Umuarama Ilustrado