O celular do ex-assessor da Casa Civil e ex-prefeito de Goioerê, Luiz Roberto Costa, conhecido como Beto Costa, foi apreendido pelo Gaeco durante a Operação Enigma, realizada na sexta-feira (15). Segundo informações ligadas à investigação, o aparelho foi entregue desbloqueado, permitindo acesso total dos investigadores ao conteúdo.
Após a operação, Beto Costa foi exonerado do cargo na Casa Civil. A situação gerou preocupação no Centro Cívico, em Curitiba, já que ele ocupava uma posição de confiança no governo estadual e chegou a assumir interinamente a Secretaria de Turismo do Paraná. O ex-assessor também era apontado como possível nome para comandar a Secretaria de Agricultura.
Durante a operação, o Gaeco cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do ex-prefeito, em duas fazendas, uma imobiliária, escritórios de contabilidade e ainda em um apartamento localizado em Balneário Camboriú. Veículos de luxo foram apreendidos e outros tiveram bloqueio judicial determinado, entre eles uma BMW X1.
As investigações começaram em 2023, após uma denúncia anônima registrada em Goioerê. O caso passou a ser conduzido pelo núcleo do Gaeco de Umuarama, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e sonegação fiscal.
De acordo com o Gaeco, a quebra dos sigilos bancário e fiscal revelou movimentações financeiras consideradas suspeitas e incompatíveis com a renda declarada pelo ex-assessor. A investigação aponta que Beto Costa teria recebido cerca de R$ 5,7 milhões sem origem identificada, além de realizar saques e movimentações em espécie que somam aproximadamente R$ 11,9 milhões.
A Justiça autorizou o acesso dos advogados aos autos e reduziu o nível de sigilo do processo. Até o momento, a defesa de Beto Costa não se pronunciou oficialmente sobre o caso.