A tranquilidade de uma tarde em Cantagalo foi interrompida por um susto que poderia ter terminado em tragédia. Uma criança de apenas 2 anos e 8 meses foi atropelada na tarde desta [inserir data] após sair correndo do lado do pai e atravessar uma via movimentada. O acidente ocorreu nas proximidades de um estabelecimento de saúde, onde a família estava, e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e da Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência, o pai da menina acionou a guarnição militar relatando que a filha, ao avistar o parquinho do local, soltou-se de sua mão e correu em direção à rua. No mesmo instante, um veículo que trafegava no sentido bairro não conseguiu evitar a colisão, mesmo com a frenagem brusca do motorista.
Quando os policiais chegaram ao local, a ambulância do SAMU já prestava os primeiros socorros à criança. Em seguida, o condutor do carro envolvido se apresentou voluntariamente à equipe. Ele estava habilitado e, submetido ao teste do etilômetro (bafômetro), obteve resultado negativo — 0,00 mg/L de álcool no sangue —, descartando qualquer suspeita de embriaguez ao volante.
Em depoimento, o motorista explicou que seguia para buscar a filha no colégio quando a criança surgiu de repente na pista. “Eu pisei no freio imediatamente, mas não houve tempo hábil para evitar o impacto”, relatou. Ele afirmou ainda que parou o carro assim que percebeu o ocorrido e desceu para prestar socorro. No entanto, nesse momento, foi surpreendido pelo pai da menina, que, visivelmente descontrolado, desferiu um soco na região da cabeça do condutor, causando-lhe um corte na testa.
Diante das agressões e de ameaças de morte proferidas pelo genitor, o motorista precisou se refugiar em um comércio próximo e pedir que populares acionassem novamente o SAMU para seu próprio atendimento. Ele só deixou o local com a chegada da Polícia Militar, que garantiu sua integridade física.
A criança foi inicialmente atendida na unidade de saúde local e, em razão da gravidade do caso, transferida para um hospital de referência regional, onde recebeu cuidados médicos especializados. Até o fechamento desta reportagem, não havia informações atualizadas sobre seu estado de saúde.
Enquanto os policiais confeccionavam o boletim de acidente de trânsito, foram novamente acionados para retornar à unidade de saúde. O pai da criança, ainda em estado de extremo nervosismo, passou a causar escândalo e proferir ameaças contra a equipe médica que atendia sua filha. A guarnição retornou ao local, realizou advertências e orientações ao homem, que, após ser acalmado, acatou as ordens e também recebeu atendimento médico.
Tanto o veículo quanto o condutor foram consultados nos sistemas policiais e não apresentaram qualquer irregularidade. O caso foi registrado como acidente de trânsito com vítima, e todas as orientações legais foram repassadas às partes envolvidas. A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias do atropelamento e as agressões sofridas pelo motorista