O milho safrinha está em pleno desenvolvimento na região oeste do Paraná. Algumas áreas sofreram mais com a falta de chuva, enquanto outras conseguiram passar pela condição de seca sem grandes reflexos.
O produtor Eduardo Zardo plantou milho no final de fevereiro. Após quase dois meses, a planta entra agora em uma fase crítica, que é a polinização, e precisa de um solo mais úmido.
Como ele foi plantado mais para o final da janela recomendada, não sofreu tanto com uma seca de três semanas, diferente de outras áreas, e apresenta um bom potencial produtivo.
O milho é favorável a um clima mais ameno durante a noite e prefere o calor durante o dia. Com 40 milímetros de chuva na semana passada, a planta ficou mais viçosa. A região oeste é a principal produtora de milho do Paraná. A expectativa está boa, porém o produtor é mais cauteloso ao falar do cenário Estadual.
Enquanto aguarda o desenvolvimento positivo do milho até o fim da lavoura, o trabalhador rural já tem grande preocupação. O custo das próximas safras, de soja ou de milho, resultado do aumento dos insumos. Um fertilizante que custava pouco menos de R$ 3.800,00 a tonelada já está chegando a R$ 6 mil.
O grão é o poder de compra do produtor, mas com sua moeda enfraquecida, talvez ele precise mudar a rota.