Polícia Civil investiga se as mortes de três integrantes da mesma família, encontrados dentro de um apartamento em Curitiba, podem ter sido resultado de um duplo homicídio seguido de suicídio. A hipótese foi levantada inicialmente no atendimento da ocorrência, mas ainda não está confirmada.
As vítimas são Rafael Furuyama, de 23 anos, Marcos Alberto Furuyama, de 58, e Claudia Hitomi Shimada Furuyama, de 57 anos. Os corpos foram encontrados na terça-feira (25).
Segundo a Polícia Civil, os três apresentavam ferimentos provocados por arma branca.
Durante o atendimento inicial, a Polícia Militar encontrou uma faca próxima ao corpo do pai. A ocorrência foi registrada inicialmente como possível duplo homicídio seguido de suicídio.
A investigação, no entanto, ainda não determinou quem provocou os ferimentos nem a sequência das mortes.
Duas armas brancas foram recolhidas
Durante os trabalhos no apartamento, duas armas brancas foram encontradas e recolhidas para perícia. As roupas usadas pelas vítimas também serão examinadas.
Segundo o delegado Ivo Viana, responsável pela investigação, somente os exames técnicos poderão indicar com maior precisão o que aconteceu dentro do imóvel.
“São uma série de dúvidas e questionamentos que a gente só vai poder afirmar quando tiver o resultado da prova técnica, dos exames periciais”, explicou.
A Polícia Civil solicitou análises para verificar a direção, angulação, tamanho e posição das perfurações encontradas nos corpos.
Os exames deverão ajudar a determinar se os ferimentos foram provocados pelas próprias vítimas ou por outra pessoa.
Polícia também considera possibilidade de ataque durante o sono
Outra hipótese considerada durante a investigação é de que uma ou mais vítimas possam ter sido atacadas enquanto dormiam.
Segundo o delegado, essa possibilidade é considerada remota neste momento, mas ainda não pode ser completamente descartada antes da conclusão das perícias.
Um dos elementos analisados é a situação encontrada dentro do apartamento.
Não havia sinais de uma luta generalizada. Segundo a polícia, não foram encontrados objetos quebrados ou desorganização significativa nas demais dependências. Também não havia vestígios de sangue fora dos locais onde os corpos estavam.
A porta do apartamento estava trancada pelo lado de dentro.
Esses elementos serão analisados em conjunto com as demais provas antes que a Polícia Civil estabeleça uma possível dinâmica para as três mortes.
Câmeras podem mostrar últimos momentos da família
Imagens das câmeras de segurança do condomínio também serão analisadas.
A Polícia Civil pretende reconstruir os últimos momentos em que pai, mãe e filho foram vistos antes da localização dos corpos e verificar se outras pessoas tiveram acesso ao apartamento.
“Isso vai ser bem importante para a gente entender um pouco o contexto dessas três pessoas lá, o que estava acontecendo, se tinha ou não um problema, algum atrito familiar”, afirmou Ivo Viana.
Familiares, amigos, vizinhos e colegas de trabalho também deverão prestar depoimento.
Além das necropsias, a investigação aguarda o exame do local e análises de material genético.
Até a conclusão dessas diligências, a Polícia Civil afirma que não é possível confirmar a dinâmica das mortes nem apontar responsabilidade.