Um homem foi preso temporariamente nesta quarta-feira (28), em Castro, nos Campos Gerais do Paraná, suspeito de envolvimento na morte de um jovem de 26 anos. O caso, inicialmente tratado como uma possível morte natural após uma crise convulsiva, passou a ser investigado como homicídio depois que exames periciais identificaram sinais de asfixia.
Na ocasião, equipes policiais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas para atender a uma ocorrência em que a vítima teria sofrido uma crise convulsiva, seguida de parada cardiorrespiratória. O jovem morreu no local.
No entanto, divergências nos relatos apresentados às equipes levantaram suspeitas sobre as circunstâncias da morte. A Polícia Civil instaurou um inquérito e solicitou exames periciais para esclarecer o caso.
Durante a investigação, depoimentos de testemunhas e análises de vídeos e áudios indicaram que a morte não havia ocorrido por causas naturais.
O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal (IML) confirmou que o jovem morreu por asfixia mecânica indireta, provocada pela compressão do tórax e do abdômen.
Segundo a Polícia Civil, após se recuperar da crise convulsiva, a vítima se envolveu em uma discussão por questões financeiras dentro de um imóvel. Durante o desentendimento, o suspeito teria derrubado o jovem no chão e realizado uma contenção física violenta, colocando o joelho sobre o estômago e o braço sobre o pescoço dele.
A pressão exercida sobre o corpo teria provocado o sufocamento que resultou na morte.
Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil solicitou à Justiça a prisão temporária do investigado, autorizada pelo prazo de 30 dias, além de um mandado de busca e apreensão. As duas ordens judiciais foram cumpridas na manhã desta quarta-feira.
O inquérito continua em andamento para esclarecer os detalhes do crime e concluir as diligências necessárias.