Vinícius Slivinski Pacheco Moraes foi condenado a 30 anos, 2 meses e 15 dias de prisão pelo latrocínio do próprio avô, Alceu Slivinski, de 67 anos, morto a tiros durante um assalto em Ubiratã, no Oeste do Paraná. O comparsa, Marcos Felipe dos Reis, recebeu pena de 28 anos, 10 meses e 15 dias de prisão.
Na sentença proferida em 30 de setembro de 2026 pelo juiz Rodolfo Figueiredo de Faria, os dois foram condenados por latrocínio, que é o roubo seguido de morte, e porte ilegal de arma de fogo. Ambos deverão cumprir as penas inicialmente em regime fechado.
O crime aconteceu na manhã de 25 de março de 2026, no Bar Novo Oriente, localizado na Rua Santos Dumont, no Centro de Ubiratã. Conforme a decisão judicial, os condenados saíram de Santa Catarina e viajaram até o município com o objetivo de roubar joias de ouro da vítima, avaliadas em R$ 200 mil.
Vinícius entrou armado no estabelecimento e anunciou o assalto. Alceu tentou fugir para a residência anexa ao bar, mas foi atingido por vários disparos de revólver calibre .38.
Depois dos tiros, as joias que o idoso usava, entre elas corrente, pulseira e anéis, foram retiradas. Os dois fugiram em um Volkswagen Polo e acabaram presos pela Polícia Militar na BR-277, na região de Cascavel. Durante a abordagem, foram recuperadas as joias e apreendidos a arma e munições.
Neto já falava sobre a morte do avô antes do crime
Um dos pontos destacados na sentença foi o planejamento do assassinato. A Justiça considerou uma mensagem enviada por Vinícius no dia anterior ao crime, na qual ele afirmava que o avô havia morrido, embora Alceu ainda estivesse vivo.
Para o magistrado, o conteúdo da conversa demonstrou que a morte não foi uma consequência inesperada do assalto, mas integrava o plano criminoso.
A investigação também identificou que Marcos esteve no bar antes do crime, registrou imagens da vítima e retornou posteriormente com Vinícius.
Na decisão, o juiz rejeitou a alegação de que Marcos teria atuado apenas como motorista, sem conhecimento da ação. O magistrado considerou que ele participou do planejamento, auxiliou na execução e garantiu a fuga.
Justiça considerou agravantes
Na definição das penas, o juiz levou em consideração circunstâncias como a idade da vítima, a emboscada e, no caso de Vinícius, o parentesco com Alceu.
A sentença reconhece a confissão dos dois acusados como circunstância atenuante, além da menoridade relativa de Vinícius, que tinha 18 anos na época do crime.
A decisão determinou ainda o pagamento de R$ 50 mil por danos morais à neta de Alceu, criada por ele como filha. Os condenados deverão responder conjuntamente pela indenização.
O juiz manteve a prisão preventiva dos dois e negou o direito de recorrer em liberdade. Eles estão presos desde o dia do crime. A condenação foi proferida em primeira instância e ainda pode ser contestada por meio de recurso.