A morte de Helena Vitória, de apenas um ano e três meses, provocou forte comoção e levou dezenas de moradores às ruas de Cianorte na tarde de sábado (23). O protesto aconteceu em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade.
Vestidos de branco e carregando cartazes, familiares, amigos e moradores participaram de manifestação pacífica pedindo justiça pela criança. O ato começou por volta das 15h e reuniu homenagens, orações e pedidos de esclarecimento sobre o atendimento médico recebido por Helena.
Segundo informações divulgadas pela família, os primeiros sintomas surgiram nos dias 14 e 15 de abril. No dia 20, a menina teria sido diagnosticada com bronquiolite no município de Peabiru.
Dois dias depois, Helena recebeu alta hospitalar em Cianorte. Em 14 de maio, porém, ela voltou à UPA com problemas respiratórios. A criança morreu no dia seguinte, em 15 de maio.
A família afirma que Helena teria recebido inicialmente diagnóstico de “sapinho”, enquanto o quadro respiratório se agravava. A suspeita de negligência médica gerou indignação entre moradores e aumentou os pedidos por investigação e responsabilização.
Após o protesto em frente à unidade de saúde, os participantes seguiram em carreata até a Prefeitura de Cianorte. Durante o trajeto, motoristas e motociclistas percorreram ruas da cidade com buzinas, faixas e cartazes pedindo justiça.
Equipes da Polícia Militar do Paraná e agentes de trânsito acompanharam a mobilização para orientar o tráfego e garantir a segurança dos participantes.
Além da comoção pela morte da criança, a manifestação também se transformou em um protesto contra problemas apontados por moradores na saúde pública municipal.
Durante o ato, moradores relataram demora em atendimentos, dificuldades de acesso aos serviços e falta de estrutura nas unidades de saúde da cidade.
Entre os manifestantes, o clima era de revolta e cobrança por mudanças. Muitos afirmaram que a morte de Helena Vitória não pode ser tratada como mais um caso sem respostas.
Até o momento, a Prefeitura de Cianorte e a Secretaria Municipal de Saúde não se pronunciaram oficialmente sobre o caso.
