A Polícia Civil de Umuarama prendeu preventivamente, na manhã desta sexta-feira (3), um cabeleireiro investigado por aplicar uma série de golpes contra clientes por meio do Instagram. A prisão faz parte da Operação Modelo, deflagrada pela 7ª Subdivisão Policial (SDP), que também cumpriu outras ordens judiciais na cidade.
De acordo com o delegado Thiago Araium Pinheiro, o inquérito já reúne pelo menos 14 vítimas, embora a polícia acredite que esse número possa aumentar.
Segundo as investigações, o suspeito utilizava a rede social para divulgar vagas destinadas a pessoas interessadas em servir de modelo para procedimentos capilares. A promessa era de um desconto no valor do serviço, desde que o pagamento fosse feito antecipadamente por Pix.
“A vítima tinha um desconto por servir como modelo, mas precisava pagar antecipadamente. Quando chegava para fazer o procedimento, passava por um teste de mecha e, no final, era informada de que não poderia realizar o serviço. Depois não recebia o dinheiro de volta”, explicou o delegado.
Além dos procedimentos estéticos, o investigado também anunciava cursos profissionalizantes. Conforme a Polícia Civil, os alunos efetuavam o pagamento, porém as aulas não eram realizadas e o dinheiro também não era devolvido.
“As vítimas pagavam antecipadamente. Chegava a data do curso, ele não ocorria, elas não eram ressarcidas e depois eram bloqueadas nos meios de comunicação”, afirmou Araium.
Prisão busca interromper novos golpes
Segundo o delegado, um dos fatores que motivaram o pedido de prisão preventiva foi o fato de que os golpes continuavam sendo praticados até recentemente.
“Há vítimas recentes fazendo boletim de ocorrência. O pedido de prisão foi exatamente para cessar essa atividade criminosa”, destacou.
Além da prisão, a Justiça determinou o bloqueio do perfil utilizado pelo investigado no Instagram. A decisão também autorizou o bloqueio de ativos financeiros em valor aproximado de R$ 6 mil, correspondente ao prejuízo inicialmente apurado no inquérito.
O delegado explicou que o cumprimento da decisão envolvendo a rede social depende agora de comunicação entre o Poder Judiciário e a plataforma responsável.
Polícia pede que outras vítimas procurem a delegacia
A Polícia Civil acredita que existam mais pessoas lesadas que ainda não registraram ocorrência.
“Quem ainda não fez boletim de ocorrência e se encontra na mesma situação, pedimos que compareça à delegacia ou registre o boletim de forma virtual para que todos esses delitos sejam investigados”, orientou Araium.
O suspeito não se pronunciou no momento da prisão.